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Cidades

“Temos dúvidas sobre as circunstâncias”, diz tio de advogado que desapareceu no Lago Paranoá

“Queremos primeiro encontrar o Dudu e depois entender a causa”, continuou o familiar. O advogado desapareceu no último sábado (1º)

Vítor Mendonça

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“Quero acreditar que foi uma acidente”, afirmou Jorge Marano, 64 anos, tio do advogado Carlos Eduardo Marano, 41, desaparecido no Lago Paranoá desde o último sábado (1º). “Queremos primeiro encontrar o Dudu e depois entender a causa”, continuou o familiar, que ainda tem dúvidas sobre o ocorrido momentos antes de notarem o sumiço do defensor.

De acordo com o tio do advogado, os relatos e o posicionamento de amigos frente ao que aconteceu não ajudam nas operações de busca efetuadas pelos militares do Corpo de Bombeiros Militar do Corpo de Bombeiros (CBMDF), que estão no quarto dia de operações. Nesta terça-feira (4), as equipes se concentram em lugares próximos à Península dos Ministros e o Clube Cota Mil depois do recebimento de um vídeo que poderia indicar a localização de onde provavelmente desapareceu.

“Tínhamos a opinião de que foi um acidente, mas pode ter acontecido outra coisa. Temos dúvidas sobre as circunstâncias”, disse. “Muito disseram sobre a personalidade dele depois que tudo aconteceu, mas temos visto pouca ajuda. O vídeo que indica onde ele pode ter sumido só chegou hoje por volta das 11h.”

No Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do Setor de Clubes Sul, acompanhando o trabalho dos oficiais, familiares aguardam por notícias. O pai e a mãe, no entanto, estão em casa, abalados. Outros se dirigiram à 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) para prestar depoimento. Até o momento, celular, carteira e boné de Carlos foram encontrados. Os esforços são concentrados na busca pelo corpo.

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Salvamento

O coordenador das operações, capitão Daniel Oliveira, ressalta que a maior dificuldade em casos como esse é a falta de informações precisas para concentrar as buscas. “Em ocorrências como essa é comum a falta de informações, mas nessa está bem escassa”, declarou.

A média de tempo para encontrar desaparecidos no Lago Paranoá é em torno de três dias, mas as variáveis de clima e conhecimento sobre o caso influenciam no tempo gerido nas operações. “O principal é a localização, mas o Lago está muito agitado e isso dificulta o uso do sonar [instrumento que atua como um “scanner” da superfície da área], por conta da variação da água.”

Memória

Carlos Eduardo Marano desapareceu no fim da tarde em um lugar próximo à Península dos Ministros e o Clube Cota Mil no último sábado (1º). Ele estava em uma festa em um iate junto com amigos, que não teriam notado o desaparecimento do advogado durante certo período na embarcação. As informações iniciais davam conta do corpo localizado entre as pontes JK e a Costa e Silva. As operações de busca e salvamento focadas no último perímetro iniciaram nesta terça-feira (4).




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