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Taguatinga festeja aniversário sem bolo

De acordo com o administrador de Taguatinga, Geraldo César Araújo, apenas alguns vídeos serão publicados para exaltar a memória e personagens da RA

Vítor Mendonça

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Taguatinga completa hoje 62 anos, mas as tradicionais festividades como o corte do bolo de metro, com muita música não poderão acontecer devido à pandemia do novo coronavirus. A programação desse ano incluía uma apresentação especial da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, que aconteceria no Taguaparque, além de apresentações gratuitas de músicos da cidade.

Para Gilvando Gomes, 68 anos, morador da cidade há 52, lamenta que a cidade que tanto aprecia, tenha de dividir o aniversário com as atuais restrições de isolamento e distanciamento social. “É triste, uma coisa lamentável. Faz parte da nossa cidade e é muito importante [para quem vive em Taguatinga]”, comentou. Devido à pandemia da covid-19, se viu obrigado a diminuir o ritmo com as notícias para “não entristecer mais”. “Mas vamos vencer, se Deus quiser”, acredita.

Gilvando é líder comunitário na Região Administrativa e entende que a cidade é responsável por bons momentos que vivenciou. “Eu me lembro que ao lado da avenida da EPTG, há muitos anos, havia uma espécie de cerco com eucaliptos. E nas tardes de domingo, sentávamos debaixo daquelas árvores sentindo os aromas delas. Dá muita saudade”, relembra.

De acordo com o administrador de Taguatinga, Geraldo César Araújo, para não passar a data em branco, apenas alguns vídeos serão publicados para exaltar a memória e personagens da RA. “Infelizmente não temos como fazer nenhuma comemoração, não podemos aglomerar as pessoas é possivelmente trazer algum dano para a população”, diz. Ele se refere aos casos de coronavírus na cidade, atualmente em 879 casos, cerca de 427.3 infectados a cada 100 mil habitantes.

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Ao lado de algumas cidades cujos índices da doença crescem exponencialmente, como Águas Claras e Samambaia, a preocupação está na preservação da saúde pública. Taguatinga está em terceiro lugar no ranking das RAs com mais casos, atrás apenas da vizinha Ceilândia e o Plano Piloto. Proporcionalmente, está em oitavo lugar.

“Estamos em um período muito complicado de evolução de contaminados e de morte. Nós estamos fazendo nosso trabalho, mas temos que apertar cada vez mais a nossa vigilância”, afirmou o administrador.

Locais como a Feira dos Importados de Taguatinga e o Taguacenter passaram a receber muitos cidadãos, e o risco de contaminação em larga escala é maior. “O grande desafio é justamente dizer que as lojas estão abertas, mas que as pessoas não precisam ir a elas constantemente. O que tentamos trabalhar é na conscientização da população”, apelou o administrador. “Queremos que a população resgate ainda mais o amor pela cidade e o amor por si própria. Assim vamos co seguir vencer esse momento que estamos vivendo”, finalizou.




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