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Cidades

Suspeito de matar Bernardo assassinou a mãe quando tinha 18 anos

Paulo Roberto Osório, 45 anos, conta que dopou o filho, o matou e o deixou em uma estrada próximo a Formosa-GO. Polícia procura a criança

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Reprodução
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Willian Matos e Vitor Mendonça 
redacao@grupojbr.com

O desaparecimento do menino Bernardo, de 1 ano e 11 meses, tem mobilizado as forças de segurança pública do Distrito Federal há alguns dias. O garoto está desaparecido desde a última sexta-feira (29), quando o pai, Paulo Roberto de Caldas Osório, de 45 anos, o buscou na escola, na Asa Sul.

Paulo Roberto Osório havia combinado de pegar o garoto e devolver à mãe, Tatiana da Silva, 30 anos, no mesmo dia. No entanto, momentos depois, ele entrou em contato afirmando que iria sumir com Bernardo. “No que depender de mim, você não vê mais [a criança]. Quis tirar de mim, então eu tiro de vocês”, disse o suspeito na mensagem.

“Eu te avisei que se você aprontasse na minha vida não ia ser a saia da sua mãe que iria te proteger. […] Achou o quê?! Que eu ia ficar quieto no meu canto?!. […]. Pode ir na polícia, porque eu não vou mais voltar. Abandonei tudo e larguei minha vida. Adeus para vocês duas. Espero que agora entendam o que é ficar sem ele”, disse Paulo.

Foto: Divulgação/PCDF

Desde então, Bernardo não foi mais visto. Paulo foi encontrado em Alagoinhas-BA na última segunda (2), mas sem o garoto. Aos policiais, ele disse que dopou o filho, matou e jogou o corpo à beira de uma estrada que liga Formosa-GO a Luis Eduardo Magalhães-BA. A Polícia Civil (PCDF) conta que ele atentou contra a própria vida após ser preso.

Remédio que teria sido dado a Bernardo. Foto: Divulgação/PCDF

“Um susto”

Ainda no depoimento, Paulo disse que tinha a intenção de dar “um susto” em Tatiana. O suspeito decidiu viajar para Minas Gerais com o filho e, para que o garoto dormisse no trajeto, dissolveu quatro comprimidos de medicamento controlado — que ele mesmo toma — no suco de Bernardo e dar ao garoto ainda em Brasília, assim que ele saiu da escola, na sexta-feira (29).

Paulo conta que Bernardo não adormeceu após tomar o suco. Ele teria, então, desistido da viagem e retornado para casa, na 712 Sul. Porém, o suspeito notou que o bebê vomitou e dormiu. Com isso, ele decidiu retomar a viagem. Colocou Bernardo na cadeirinha e pegou a estrada.

No trajeto, ele parou para abastecer. Foi quando ele afirma ter percebido que Bernardo estava “molenguinho”. “Coloquei o ouvido no peito dele e não senti o coração”, relatou em depoimento.

Paulo decidiu seguir viagem até encontrar uma mata. Lá, ele teria escondido o corpo de Bernardo e arremessado a cadeirinha para longe. Veja:

 

Paulo seguiu viagem sozinho até Luiz Eduardo Magalhães-BA, onde dormiu de sexta para sábado (30). O bebê ainda está sendo procurado. A PCDF disponibilizou viaturas e um helicóptero para as buscas.

Apesar da versão o pai, há a suspeita de que ele tenha dado o remédio controlado a Bernardo com a intenção de matá-lo, uma vez que a dose (quatro comprimidos) tenha sido muito alta. A frieza com a qual Paulo se refere ao filho, sempre o chamando de “menino”, também leva a PCDF a trabalhar com a hipótese de homicídio culposo. O sentimento de raiva que o suspeito externa nos áudios enviados à Tatiana também são levados em consideração.

A mãe de Bernardo foi avisada pela Polícia Civil do DF (PCDF). Ela acredita que Paulo tenha cometido o crime porque solicitou a pensão alimentícia que é de direito do garoto.

Matou a própria mãe

No dia 12 de março de 1992, quando tinha 18 anos, Paulo matou a própria mãe, identificada como Neuza, assim que ela chegava de uma caminhada no Parque da Cidade. Ele teria pensado que se tratava de um ladrão e a golpeou a facadas. Depois, enforcou-a com uma corda e ateou fogo no corpo, conforme o Jornal de Brasília noticiou em 14 de março de 1992. 

Foto: Cedoc/Jornal de Brasília

Problemas psicológicos

Há indícios de que Paulo tenha problemas psicológicos. O suspeito é funcionário concursado do Metrô-DF e está afastado justamente por este motivo.

O Metrô-DF não havia se pronunciado sobre o caso até a última atualização desta matéria.


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