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Cidades

Sindicato alerta pela falta de EPIs em unidades de saúde do DF

A secretaria de Saúde do DF afirmou que EPIs estão sendo distribuídas de acordo com a necessidade dos hospitais, que não estão faltando

Catarina Lima

Publicado

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A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, alerta para necessidade de atenção aos equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais que trabalham nas unidades de saúde do Distrito Federal. “Todos precisam estar protegidos neste momento, inclusive o pessoal da limpeza, da cozinha, motoristas de ambulância, técnicos, todos”. A secretaria de Saúde do DF, por meio de sua assessoria, afirmou que EPIs estão sendo distribuídas de acordo com a necessidade dos hospitais, que não estão faltando.

De acordo com Marli, a direção do SindSaúde está acompanhando com atenção a situação dos servidores que estão na linha de frente do trabalho de combate ao coronavírus. “Além de uma rotina estressante, o profissional de saúde etá exposto mais diretamente ao vírus”, alertou a sindicalista. Ela afirmou, no entanto, que os trabalhadores de todo a rede do DF está trabalhando com muito companheirismo e solidariedade. Segundo Marli, se falta algum equipamento de proteção individual em um hospital, outro que tenha o produto cede algumas unidades a quem precisa.

“Estamos observando muita solidariedade entre as unidades no momento em que falta material necessário”, avaliou.

Para explicar sua preocupação com material de proteção dos profissionais, Marli destaca a notícia de que 104 funcionários do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, já contraíram o coronavírus. “Entre os infectados não estavam apenas médicos, mas também enfermeiros, técnicos de enfermagem, limpeza, recepção e manutenção”. Além dos equipamentos de EPIs, Marli solicita também o monitoramento dos profissionais que apresentam sintomas de contaminação pela covid-19. Mais uma vez ela espera que todos sejam acompanhados e não apenas os médicos.

Apesar das dificuldades enfrentadas ao combate ao coronavírus, a presidente do SindSaúde é otimista. “O Sistema Único de Saúde está passado por uma provação e vai sair fortalecido. Nossos tralhadores estão acostumados a trabalhar com dificuldade”.

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Ipanema ignora a pandemia

A empresa Ipanema que tinha contrato com o GDF para cuidar a limpeza de hospitais da rede pública ignorou o momento de dificuldade e necessidade de higienização constante dos hospitais e, ao ter encerrado o seu contrato com o governo, retirou equipamentos de higienização do Hospital do Gama e do Hospital Materno-Infantil (HMIB).

 

Por volta da meia-noite de ontem foram retiradas saboneteiras, containers de álcool em gel e lixeiras. Os sacos de lixos ficaram no chão, dificultando o descarte. A empresa vencedora do processo licitatório, a BRA, que deverá dar continuidade ao trabalho, teve recolocar urgentemente os equipamentos. De acordo com a equipe do governador Ibaneis Rocha, a secretaria de Saúde vai tomar as medidas judiciais cabíveis contra a Ipanema. Para o GDF, a atitude da empresa colocou em risco a saúde de pacientes e trabalhadores nas unidades de onde os suporte foram retirados.


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