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Shoppings relutam em negociar aluguéis e agravam crise no comércio, denuncia Sindvarejista

Dados apurados e fornecidos pela entidade mostram que a pandemia já causou a demissão de mais de 65 mil pessoas vinculadas ao setor produtivo do DF

Lucas Valença

Publicado

em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Edson de Castro, afirmou à reportagem que os lojistas do Distrito Federal tem reclamado que os centros comerciais da capital tem relutado em reduzir os aluguéis dos estabelecimentos associados mesmo depois dos mais de 100 dias de pandemia do novo coronavírus e disparou: “falta sensibilidade econômica”.

Segundo ele, os administradores dos principais shoppings da cidade “estão na contramão da realidade financeira atual”. Castro explica que, com os bares, restaurantes e lanchonetes sem funcionar, o trânsito de consumidores nos centros comerciais caiu em mais de 90%, o que acaba comprometendo o faturamento das lojas.

Dados apurados e fornecidos pela própria entidade sobre o quadro atual, mostra que a pandemia já causou a demissão de mais de 65 mil pessoas vinculadas ao setor produtivo do DF. Já segundo números da Codeplan, o desemprego na capital do país já atinge 333 mil pessoas. A empresa pública também ressalta que a queda na venda do comércio direto já ultrapassa os 85%.

Para Edson de Castro, o fechamento do pequeno comércio “só tende a aumentar caso os shoppings não negociem a redução dos aluguéis junto aos lojistas”.

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“É uma crise sem precedentes e isso parece não sensibilizar os donos de shoppings. Muitas lojas que se encontram fechadas hoje nesses estabelecimentos (mais de 250), não irão reabrir quando a pandemia acabar porque os seus donos não terão como pagar aluguéis atrasados, taxas de condomínio, folha salarial e renovação de estoque”, declarou.

Posicionamento

Em um posicionamento enviado à reportagem, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) informou que “desde o início da pandemia o setor tem dialogado amplamente com os lojistas. Ao todo, as administradoras de shoppings já concederam mais de R$ 3,5 bilhões em descontos que englobam isenção parcial ou total de aluguel, fundos de promoção, condomínio”.

“A entidade juntamente com os shoppings reitera que não medirá esforços para manter a relação de parceria e cordialidade com os lojistas”.

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