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Cidades

Servidores relatam casos de agressões por falhas

Revolta com problemas nos registros sociais coloca funcionários em risco

Publicado

em

Olavo David Neto
redacao@grupojbr.com

Servidores da Assistência Social do Governo do Distrito Federal têm relatado ameaças e agressões em decorrência de falhas nos sistemas eletrônicos da área. Os problemas nos sistemas prejudicam possíveis beneficiários de programas sociais, pois impedem que os usuários sejam atendidos em Centros de Referências em Assistência Social (Cras), por exemplo.

Segundo as denúncias, mecanismos como o Cadastro Único e o Sistema de Benefício ao Cidadão (Sibec) sofrem panes seguidas, às vezes em um mesmo atendimento.

Assim, pessoas que têm direito de acesso a incentivos se julgam prejudicadas e passam a ameaçar os servidores, que nada podem fazer a respeito.

“ A consequência é que os servidores não conseguem atender. Com isso, o público fica irritado. Essa irritação, muitas vezes, se transforma em agressões verbais contra os servidores”, relata Clayton Avelar, presidente do Sindicato dos Servidores da Cultura e Assistência Social do DF (Sindsasc-DF).

Problemas operacionais

Lotada no Cras do Areal, Lindalva Damasceno relata que um único atendimento chega a ter cinco casos de paralisação nos sistemas do Cadastro Único e no Sibec. Essas panes, segundo a servidora, gera estresse no público. “Já sofremos até ameaça de usuário com arma de fogo”, comenta ela. Um dos seguranças da unidade teve de negociar com o homem. Ninguém se feriu.

Não foi o caso em Santa Maria. Em outubro de 2018, as seguidas panes do sistema irritaram usuários que estavam do lado de fora do Cras, na fila à espera de atendimento. Formou-se o tumulto e as pessoas tentaram forçar a entrada no local, forçando o portão. Um segurança do Cras tentou apaziguar, mas foi atingido por um banco de madeira.

Além das agressões físicas e ameaças, as deficiências do sistema geram a sensação de impotência. “A pessoa agenda, apresenta a documentação e não atualiza porque não tem sistema. Uma usuária um dia me disse: ‘vocês serão os culpados se meu filho passar fome’”, conta Márcia Aparecida Pinheiro, assistente do Cras na Fercal.


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