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Cidades

Servidores de UBS se recusam a vacinar bebê e pai recorre à polícia

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Matheus Venzi
matheus.venzi@grupojbr.com

Uma família acusa servidores da Unidade Básica de Saúde 3, de Planaltina, de se recusarem a vacinar um bebê de três meses de vida. Os pais da criança contam que a equipe do posto de vacinação alegou para a família que eles não faziam parte da “área de abrangência” da unidade. A Secretaria de Saúde confirma o equívoco, ocorrido nessa segunda-feira (23). A pasta considera que o fato é um caso isolado e diz que aconteceu em razão da licença médica de uma das técnica de enfermagem.

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O administrador de empresas Diogo Sousa Vieira, 29 anos, explica que a filha, como todos os bebês, tem de passar por uma uma série de vacinações mensais até o sexto mês. Na segunda-feira, Larissa tomaria uma primeira dose de Meningocócica C, vacina que previne a meningite. A infecção é considerada grave e deve ser prevenida na infância.

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Até então, todas as vacinas da bebê estavam em dia. “Não tinha tido nenhum problema, até que chegou o terceiro mês. Primeiro, fui até o posto no dia 19 e me orientaram a voltar no dia 23. Quando voltei, na segunda, os funcionários me falaram que não poderiam vacinar Larissa porque não fazíamos parte da área de abrangência”, relata.

O pai da menina achou estranho e questionou a informação. “Foi então que uma técnica de saúde confirmou que não vacinariam minha filha de forma alguma. Eles nos orientaram a procurar o posto da região do Vale do Amanhecer, que fica perto da nossa casa. Mas, naquele dia, a unidade não estava oferecendo a vacinação”, conta Diogo.

No cartão de vacinação da criança falta a dose contra meningite. Foto: Arquivo pessoal

Boletim de ocorrência
O administrador  achou a situação estranha. “Em outras ocasiões, já vi pessoas de fora do DF, do entorno, vacinando naquele mesmo posto. Além disso, o Vale [do Amanhecer] faz parte de Planaltina. Como eu não fazia parte da suposta área de abrangência?”, questiona. Diogo registrou um boletim de ocorrência na 16ª Delegacia de Polícia.

Na opinião dos pais de Larissa, a indignação foi dupla. “Primeiro, não quiseram vacinar minha filha. Depois, um dos funcionários chegou a falar que eu estava querendo fazer baderna. Eu me senti ofendido. Apesar de a estrutura não ser das melhores, eu sempre confiei nos profissionais do sistema público de saúde. Foi a primeira vez que eu passei por uma situação dessa”, lamenta o jovem.

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Até a publicação desta reportagem, Larissa ainda não tinha conseguido ser vacinada. “Tudo que eu quero é o bem da saúde da minha filha, que ela seja vacinada”, destaca.

“Fato isolado”
Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o serviço, na segunda-feira em questão, ficou restrito por causa da licença médica de uma das técnicas de enfermagem responsável pela aplicação das vacinas. Na UBS 3, a equipe é formada por um médico, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e um agente comunitário.

O órgão também considerou que “o fato foi isolado” e negou qualquer tipo de regra ou norma em relação à área de abrangência dos pacientes. Segundo a pasta, a vacinação pode ser realizada em qualquer unidade de saúde, independentemente da região em que o paciente residir.




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