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Sebrae-DF aponta logística e inovação como estratégicos

Valdir Oliveira argumenta que o Estado possui papel fundamental para o fomento das empresas, mas acredita também que precisa ser menos intervencionista

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O presidente do Sebrae-DF Waldir Oliveira durante entrevista ao Jornal de Brasília. Foto: Vitor Mendonça/Jornal de Brasília

Lucas Valença
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Em entrevista ao Jornal de Brasília, o atual presidente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira (foto), defendeu a inovação e o empreendedorismo como opções para debelar a crise econômica no Brasil e, em especial, no Distrito Federal. Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), o gestor argumenta que o Estado possui papel fundamental para o fomento das empresas, já que fornece as condições para a inovação, mas acredita também precisa ser menos intervencionista. Dois setores econômicos são considerados estratégicos para Oliveira: o da Logística (pela centralidade da capital) e o da inovação.

O que já foi feito no Sebrae e o que está por vir?

Estamos empolgados com a economia do DF, com o nosso empreendedorismo. A oportunidade de Brasília agora é no setor privado. Os próximos 50 anos serão (de fomento) da iniciativa privada, que dará o grande impulso para que a cidade possa se desenvolver.

É aí que o Sebrae entra. Aqui no DF, o grande propulsor da nossa economia são as micro e pequenas empresas. São eles que precisamos fomentar, chamar e construir uma economia forte para podermos gerar empregos.

E o que é necessário para construir essa expressão da iniciativa privada em Brasília?

O Estado precisa dar as condições para que o ambiente privado possa alavancar e crescer. Nós temos um Estado muito intervencionista. Isso é ruim, acaba desconstruindo o que temos de melhor.

A nossa grande expectativa é que o processo de intervenção do Estado diminua para que os nossos empreendedores possam crescer. Ao mesmo tempo, nós sofremos o problema da guerra fiscal que acabou arrolando Brasília como alvo. Os estados vizinhos estavam fazendo políticas fiscais que o DF não conseguia acompanhar e acabavam por levar os nossos empreendedores.

Por ser central, a primeira vocação do DF é o da logística, mas o Estado precisa dar condições. Não simplesmente benefícios fiscais, mas todo um ambiente para que possamos aproveitar essa vocação. A outra é o da inovação.

O que o Sebrae está fazendo para ajudar nesse contexto?

A preparação das empresas, que é o que nos cabe. Na capacitação nós preparamos e mudamos a cabeça do empreendedor. Já na consultoria, atuamos fortemente na transformação da empresa.

Neste ano, vamos trabalhar para atender 70 mil empresários no DF.

Todo esse trabalho do Sebrae também está sendo levado às regiões administrativas?

Brasília não conhece a Brasília que gera emprego e renda. Nós temos aqui empresas que produzem e vendem muito, e que muita gente não conhece.

O que me preocupa é este distanciamento do Estado da nossa economia, com essa tese do “mais Brasil, menos Brasília”. Se tirarmos o setor público do PIB, 95% dos recursos que circulam no DF são de pequenas e microempresas de comércio e de serviço baseados no consumidor forte que temos, que é o servidor público. Quando se reduz esse consumidor, também traz um impacto à nossa economia.

Como o Sebrae tem visto a gestão Ibaneis Rocha (MDB)?

Nesse começo de mandato, o governador se aproximou muito do setor produtivo, tem tido uma excelente interlocução e tem tomado medidas de desoneração que são medidas históricas do setor produtivo.

Acompanhe a íntegra da entrevista


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