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Rodoviários decidem que não haverá greve a partir de segunda-feira (24)

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Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

A população pode ficar tranquila, pois na segunda-feira (24) o transporte público rodará normalmente. Os rodoviários decidiram, em assembleia neste domingo (23), aceitar a proposta das empresas e suspender o indicativo de greve. Os metroviários fizeram o mesmo, na tarde de ontem (22).

De acordo com Jorge Farias, presidente do Sindicato dos Rodoviários, a maior conquista da categoria foi referente à terceirização e jornada intermitente. “Conseguimos proibir na convenção coletiva. Serão feitos cinco acordos para cada empresa, mas nenhum será diferente”, aponta.

Além disso, os rodoviários terão um reajuste salarial de 4,45%, aumento de 5% na cesta básica e ticket refeição, 7,8% no plano de saúde e 5% no plano odontológico. No dissídio, também foi acertado um dia a mais para o trabalhador de luto – antes, eram dois dias para a categoria – e o direito a seis cestas básicas para o funcionário que estiver afastados pelo INSS, sendo que antes do acordo eram quatro cestas.

Ainda conforme o presidente da categoria, os rodoviários que completarem mais de cinco anos na empresa terá o benefício do acréscimo de 5% no salário. “As empresas queriam retirar o quinquênio, mas conseguimos manter. Muitos trabalhadores fazem cinco anos nesse ano, e terão, ao todo, 9,45% de reajuste salarial”, afirma Farias.

Ele define as discussões com as empresas como “uma luta difícil”. “Esse ano foi diferente porque os empresários trouxeram a pauta deles contrapondo a nossa. Queriam retirar direitos, não ter reajuste salarial. Então, foi muito difícil”, comenta.

Metroviários também cancelam paralisação

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô/DF) havia decidido pela paralisação, marcada para a próxima segunda-feira. Porém, na manhã de sexta-feira (21), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região determinou que o Governo do DF concedesse o reajuste de mais de 8% solicitado pela categoria. Sendo assim, os trabalhadores optaram por aceitar as propostas durante assembleia realizada ontem (22).

O pagamento do reajuste deverá constar na folha de pagamento ainda deste mês. Caso não aconteça, o Metrô-DF pode pagar multa de R$ 100 mil por mês de atraso.

Entre as outras propostas deliberadas pela categoria, foi a alteração da rotina dos empregados da área de segurança e estação . Eles passarão a trabalhar sob a escala de 3 por 2 durante um período experimental de 90 dias.

A jornada dos pilotos também mudará para 30 horas semanais no contrato de trabalho até janeiro de 2019. No entanto, não haverá gastos, pois a dinâmica vigora desde 2010.


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