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Reviravolta: Luís Miranda e delegado da PCDF na mira de youtuber

Absolvido pela Justiça, Mauro Cavanha Conceição pensa em processar parlamentar e diz que foi vítima de flagrante armado pela polícia

Pedro Marra

Publicado

em

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O deputado Luís Miranda (DEM-DF) teve ontem uma derrota importante na tentativa que faz para desqualificar denúncias de que teria lesado pessoas em negócios que fazia nos Estados Unidos antes de ser eleito.

Duas pessoas que denunciam Miranda tinham sido acusadas por ele de extorsão. Ontem, elas foram absolvidas pelo juiz da 6ª Vara Criminal de Brasília, Nelson Ferreira Junior. O juiz entendeu que não havia provas da acusação feita por Miranda de que a dupla tentara constrangê-lo e extorquí-lo em um encontro em um restaurante no Lago Sul.

Para evitar que vídeos pejorativo fossem publicados, o político disse que Daniel Luis Mogendorff e Mauro Cavanha Conceição pediam R$ 360 mil para omitir o conteúdo contra ele e R$ 400 mil para não promover matéria jornalística no mesmo sentido. Ainda segundo a denúncia, Daniel fez as ameaças no estabelecimento e Mauro produziu os vídeos.

Um dos absolvidos na ação, Cavanha é youtuber e faz vídeos acusando Luis Miranda de estelionato com investidores nos Estados Unidos. Procurado pelo Jornal de Brasília, ele afirma que vai fazer todo o possível para buscar esclarecimento dos envolvidos e pensa, diante da decisão, acionar o deputado na Justiça. “Com certeza, danos morais”, diz ele.

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Cavanha também cogita acionar também o delegado que aceitou inicialmente a denúncia.

“Apesar do flagrante armado, claramente não conseguiram constituir provas suficientes para nos acusar de extorsão. Importante para a população brasileira esclarecermos se o deputado usou do seu cargo e influência para motivar o acontecido”, comenta.

“Não descansarei”

Por meio de nota da assessoria de imprensa, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) se manifestou sobre a decisão do Ministério Público do DF.

“Por uma questão técnica, daquelas que permitem que pessoas acusadas de crimes graves sigam impunes, os réus foram absolvidos em 1ª instância. Aguardaremos o julgamento definitivo, na expectativa de que a competente operação coordenada pela Polícia Civil do DF (PCDF) não tenha sido em vão”, diz.

O parlamentar reafirma que foi vítima de extorsão, e cita a operação inicial da PCDF.

“Nela fica evidente que o acusado exigia dinheiro em troca de cessar os ataques feitos contra mim, os quais eram graves e prejudicaram a minha vida pessoal, empresarial e política”.

Luis Miranda conclui ao criticar as denúncias contra ele feitas por acusadores na internet. “Os crimes, dos quais a organização é acusada, continuam sendo praticados com vítimas por todo o Brasil, seja no campo das fake news contra autoridades e instituições, da divulgação de vídeos íntimos e muitos outros crimes cibernéticos que destroem vidas. Não descansarei até que a justiça seja feita”, afirma. Vale dizer que a sentença ainda cabe recurso.

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Histórico de confusões

Além da nova decisão contra o parlamentar, não é de agora que ele está envolvido em polêmicas. A principal delas começou no dia 8 de setembro de 2019, quando o programa Fantástico, da TV Globo, fez uma reportagem em que acusava o parlamentar de ter cometido golpes contra empresários que teriam sido enganados por ele com a promessa de investimentos milionários em suas empresas nos Estados Unidos.

Luis Miranda sempre negou as acusações, o que muitos investidores desmentiram as falas do parlamentar ao JBr naquele momento. Um deles foi Renato Vidigal, 41 anos, morador de Guarapari (ES), foi outra pessoa lesada nos investimentos do parlamentar. Com prejuízo de 50 mil dólares em outubro de 2017, ele fez negócio com o deputado em um suposto leilão de carros nos EUA junto à empresa de Miami, LX Holding Corporation. Por conta do prejuízo, ele teve de tirar os filhos de escolas particulares e eles foram morar com os avós.

Outro fato ocorreu em dezembro do ano passado, quando o Jornal de Brasília divulgou que Luis Miranda perdeu uma sentença para a escritora e youtuber Giselle Sousa Pereira, 38 anos, na 13ª Vara Cível de Brasília, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

À época, a reportagem teve acesso ao documento, com valor de causa definido para R$ 20 mil, valor pedido pelo deputado contra a ré por dano moral e direito de imagem. O documento se refere a cinco vídeos postados por Giselle no YouTube. A defesa da escritora diz que os pedidos do deputado “ultrapassaram o direito à livre manifestação de pensamento e liberdade de expressão, culminando com a violação aos seus direitos da sua personalidade”, diz a sentença.

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Assim como Cavanha, Giselle, mais conhecida como Gizz, faz vídeos nas redes sociais com denúncias de possível estelionato do político com investidores nos EUA.




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