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Brasília

Reitoria da UnB permanece ocupada por estudantes

Arquivo Geral

01/11/2016 13h11

Estudantes protestam na UnB. Foto: Hugo Barreto

Douver Barros
douver.barros@jornaldebrasilia.com.br

Estudantes da Universidade de Brasília continuam ocupando o prédio da reitoria e da Secretaria de Comunicação do campus Darcy Ribeiro. Por lá, a situação permaneceu tranquila na manhã desta terça-feira (1°), com cerca de 400 universitários.

Eles protestam contra a pec do teto dos gastos públicos, a reforma no ensino médio e pedem a saída do presidente Michel Temer.  Os estudantes também confeccionam cartazes para uma série de atividades previstas para esta tarde.

Os manifestantes evitaram, de forma educada, passar detalhes da ocupação para a imprensa. Segundo um dos organizadores do ato, que não quis se identificar, deve ocorrer uma assembleia às 13h e uma aula pública às 16h.

A UnB posicionou-se de forma contrária às manifestações ocorridas nesta semana. Por meio de nota, a instuição disse que reconhece o caráter dos atos, mas afirma que as ações prejudicam a comunidade acadêmica.

“Em claro sinal de cerceamento do direito à liberdade de imprensa, a redação da Secretaria de Comunicação, localizada no prédio da Reitoria, foi tomada pelos manifestantes, durante a ocupação iniciada na noite da última segunda-feira (31)”, diz o texto.

“Por quatro anos, a atual gestão da administração superior defendeu o diálogo e o entendimento. E se coloca contrária a quaisquer atos de partidarização e de violência na UnB. A reitoria seguirá avaliando o movimento e adotará todas as medidas que se mostrarem necessárias para garantir a preservação e a segurança da instituição.”, conclui a nota.

Veja os prejuízos acadêmicos e administrativos elencados pela reitoria:

1) comprometimento do fluxo de processos administrativos;

2) possível atraso no pagamento da folha de pagamento de servidores técnicos e docentes;

3) ameaça ao fluxo regular do semestre e ao desenvolvimento de pesquisas científicas;

4) atraso no pagamento de bolsas referentes ao mês de outubro;

5) impedimento na prestação de contas a órgãos de controle externo;

6) atraso no pagamento de empresas terceirizadas e prestadoras de serviço;

7) perda de prazo para empenhos de recursos orçamentários. Caso o empenho não aconteça

no prazo, o orçamento será devolvido aos cofres da União;

8) danos ao patrimônio público;

9) ameaça à aplicação das provas do Enem, marcada para os dias 5 e 6 de novembro, no Bloco de Salas de Aula Sul, no campus Darcy Ribeiro.

Hugo Barreto

Hugo Barreto

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