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Cidades

Reflexos da greve de caminhoneiros fazem motoristas de aplicativos reduzirem atividade

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Ana Clara Arantes e Tainá Morais
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Motoristas dos aplicativos já pensaram em deixar a atividade devido ao reajuste dos combustíveis considerado abusivo por eles. Fernando Guilherme, 26 anos, é enfermeiro e começou a trabalhar no ramo há cerca de um mês, acreditando poder incrementar a renda da família, mas diz ter se arrependido.

“Com esse preço, eu acabo gastando mais abastecendo o carro do que ganhando nas corridas, porque a tarifa cobrada pelo aplicativo é alta e não foi reajustada com o aumento da gasolina”, reclama o motorista. “Já pensei em desistir dessa opção de trabalho com medo de ficar no prejuízo”, complementa.

Antes frequentes, as viagens diminuíram. “Tenho poupado alguns trajetos para não gastar gasolina à toa. Hoje (quinta-feira, 24) mesmo estou parado por conta das manifestações dos caminhoneiros e, por isso, não vale a pena arriscar como já tem pessoas se sacrificando para trabalhar”, pontua.

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Divulgação

Táticas de combate

A esperança desses trabalhadores é montar uma nova estratégia para não sair prejudicado ao fazer corridas da Uber. “A melhor alternativa, no momento, é andar menos à toa possível e procurar estar sempre em lugares mais movimentados para não correr o risco de cancelar viagens por não valer a pena. Mas o melhor e mais correto seria o aplicativo reajustar as tarifas para não nos prejudicar”, reivindica.

Já Cleber Carvalho, 40, motorista da 99Pop e do Cabify, relata que não recebeu nenhuma instrução dos aplicativos de como devem proceder com a falta de combustível. Segundo o motorista, apenas o 99Pop mandou uma mensagem garantindo que reduziria o lucro da plataforma.

A mensagem dizia que a empresa “tem ciência que a greve está prejudicando o trabalho e ganhos dos motoristas” e, para minimizar este impacto, estão “reduzindo a taxa do aplicativo para 9,99%” – antes orbitava na casa dos 20%. Cleber avalia que essa é uma medida de incentivo para os motoristas continuarem na ativa em meio à crise. Já o Cabify mandou mensagem aos colaboradores informado que subiria a tarifa mínima de R$ 6 para R$ 8.

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Aplicativos

A 99Pop informou que nesta quinta-feira (24) não identificou alteração significativa no fluxo de corridas realizadas em sua plataforma. Em relação às manifestações de motoristas parceiros do aplicativo, este se trata de um posicionamento exclusivo dos mesmos.

Com o mesmo posicionamento, a Uber disse que motoristas são livres para aderirem à greve por serem autônomos. Com relação a algum aumento no preço de corridas, a plataforma explica que os valores sobem conforme a quantidade de motoristas. Quanto menos motoristas correndo, maior o preço. A Uber frisa ainda que essa é uma medida comum e não exclusiva à situação atual.

A Cabify reconheceu o direito da livre manifestação pacífica “de todo e qualquer brasileiro em relação a assuntos que impactem diretamente suas vidas e profissões”. “A empresa entende que o aumento nos preços dos combustíveis pode impactar diretamente no ganho dos motoristas parceiros, comprometendo consideravelmente seus gastos com a prestação de serviço que, em muitos casos, representa a principal renda da família”, disse, por meio de nota.

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Segundo a empresa, nesta quinta-feira (24), alterou a tarifa mínima de determinadas cidades para a reduzir o impacto gerado pela alta dos combustíveis por período indeterminado. “Considerando o contexto econômico, a empresa informa que está estudando as melhores formas para balancear o impacto operacional dessa alta no preço do combustível em cada cidade sem que isso inviabilize a prestação de serviços”, concluiu.




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