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Recém-inaugurada, trilha Pedra dos Amigos é opção para pedestres e ciclistas

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Raphaella Sconetto
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Brasília é conhecida por seus grandes monumentos de concreto e pela vida agitada que os moradores levam. Mas, para sair um pouco da correria e poder curtir esportes junto a uma bela vista, não é preciso ir para longe. Recém-inaugurada, a trilha Pedra dos Amigos, com 3,7 quilômetros de extensão, fica no Núcleo Rural Córrego do Urubu, no Lago Norte, em meio ao Cerrado.

Além de proporcionar uma vista panorâmica de Brasília, o caminho integra os ciclistas e pedestres em meio à natureza. “Nós colocamos placas indicativas nas árvores, para que as pessoas conheçam mais sobre o Cerrado. E também foram espalhadas diversas placas educativas sobre a fauna e flora daqui”, conta Maicon Braúna, coordenador de execução do Instituto Oca do Sol, um dos responsáveis pela realização da trilha.

Foto: Ariadne Marçal

Foto: Ariadne Marçal

A iniciativa surgiu com o projeto Águas, que teve início em 2015, feito pelo Oca do Sol, com o objetivo de identificar as nascentes da região Serrinha do Paranoá. “Foram mapeadas mais de 100 nascentes, onde todas desaguam no Lago Paranoá. O governo só tinha o conhecimento de 17”, afirma Braúna.

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O projeto Águas tem várias vertentes, além da preservação das nascentes, e uma delas é o turismo e a educação ambiental. “As trilhas já existiam. Aqui já era frequentado por ciclistas e caminhantes. A partir disso, o instituto começou a procurar editais que tivessem a ver com essa temática”, detalha o coordenador. “Foi quando conseguimos entrar com o edital do Voluntariado Banco do Brasil e conseguimos verba para investir nas trilhas”, completa.

No total, cinco trilhas foram mapeadas e o intuito do projeto é inaugurar mais duas nos próximos meses. “Mapeando as trilhas, a gente quer trazer a comunidade para conhecer o local e mostrar a importância da preservação da água e do Cerrado. Aqui é uma região carregada de aquíferos, então é importante a população saber da sua existência”, indica o voluntário e ambientalista Miguel von Behr.

Proteção

Maicon Braúna garante que o projeto tem certificado de que a ocupação da comunidade nas trilhas não trará prejuízos ambientais. “Essa região tem duas áreas de proteção ambiental: APA Planalto Central e Paranoá. Por isso estamos com parcerias oficiais, como o ICMBio e a Administração Regional do Lago Norte, para termos o respaldo de tudo que estamos fazendo aqui”, explica.

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No entanto, o cuidado com a natureza deverá ser de todos os frequentadores. “É uma trilha aberta, qualquer um pode fazer. A nossa intenção é que as próprias pessoas cuidem e preservem do local”, aponta o coordenador de execução.

Preocupação
A possibilidade de expansão urbanística para a região da Serrinha do Paranoá preocupa quem tenta preservar a área. Há meses ventila-se a ideia de aumentar a área do Taquari, conforme lembra Braúna. “Se urbanizarem essa região, tudo isso aqui vai acabar, vai perder a diversidade”, critica.

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O administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann, alega que, com a ocupação da comunidade no local, ficará mais fácil   conscientizar outros órgãos da importância da Serrinha do Paranoá para o lago. “Lá é uma região essencialmente importante de ser preservada, pois é uma área de recarga dos lençóis freáticos”, aponta.  “Se a gente pensar na evolução  de Brasília, ela cresceu para dentro do Cerrado. Mas  ele é um bioma em grande risco de extinção, é o que mais foi desmatado nos últimos anos no Brasil”, completa Woortman, que convida toda a população do DF para visitar o local.

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