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Cidades

Realidade aumentada pode mudar o jeito de seu carro ficar no mecânico

Eric Zambon
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O grande desafio das empresas é implementar as novidades sem suprimir a parte humana dos processos. A Ford apresentou, na 12ª edição da Campus Party Brasil, aberta nesta terça (12), um sistema de realidade aumentada que mantém o papel do mecânico e o conecta o profissional a um engenheiro para diagnóstico e resolução de problemas complexos dos automóveis.

Em resumo, o mecânico será presenteado com um óculos de realidade aumentada (conhece o Google Glass?). Quando esse profissional tiver dificuldade de lidar com o problema no veículo, ele poderá contatar uma central de atendimento com um engenheiro do outro lado da linha. Ao colocar o óculos, o software da Ford e o próprio engenheiro repassarão as informações remotamente, com protocolos para identificar falhas e a possibilidade de marcações em tempo real.

É como se uma grande tela se projetasse no ar, tal qual filmes de ficção científica, e a pessoa ao telefone pudesse fazer brilhar onde está a parte do carro com defeito. “Os carros estão cada vez mais complexos, com mais de 30 módulos individuais às vezes”, justifica o engenheiro Christian Salgueiro, presente no estande da empresa na Campus Party.

Salgueiro explica que a complexidade dos sistemas envolvidos no funcionamento dos automóveis gera problemas igualmente complexos, daí a necessidade da tecnologia. “Não é para trocar filtro de óleo”, brinca o engenheiro. Ele ainda assegura que essa automação não suprime a necessidade de presença humana.

O mecânico e técnico ainda poderão fazer diagnósticos e serviços próprios. Recorrer à novidade deve ser em último recurso. O projeto é piloto e será implementado primeiro no Brasil.

* O jornalista viajou a convite da Ford

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