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“Queremos desmentir esse conflito entre motoboys e a PM”, disse presidente do Sindmoto/DF

Cerca de 100 trabalhadores sobre duas rodas se reúnem em frente ao Congresso Nacional nesta sexta-feira

Vítor Mendonça

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em

Foto: Vitor Mendonça
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Em busca de apaziguamento entre a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e motoboys, cerca de 100 trabalhadores sobre duas rodas se reúnem em frente ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (24) em uma manifestação pacífica. Após acordo com a PM e os organizadores, uma carreata entre viaturas e motociclistas foi feita por volta das 11h40 para simbolizar a pacificação entre os grupos.

Após o episódio de conflito entre um motoboy e um Policial Militar em frente ao Residencial Carpe Diem, em Taguatinga, no último domingo (19), um clima de tensão cresceu. As diferentes versões sobre abuso de autoridade do policial militar fora de serviço e a insistência em permanecer fora de um local adequado por parte do motoboy especularam perseguições aos motociclistas por parte da corporação.

“Queremos desmentir esse conflito entre motoboys e a Polícia Militar. Um episódio não pode ser generalizado para toda a categoria. Estamos aqui para mostrar que somos profissionais, apaziguar e voltar ao que era antes, na tranquilidade”, disse o presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Distrito Federal (Sindmoto/DF), Luíz Carlos Galvão, 52 anos, que há 29 exerce a função.

Segundo a corporação Militar, são 35 policiais acompanhando a movimentação do grupo que se concentrou na Alameda dos Estados, na Esplanada. O coordenador geral de policiamento da PM, major Cláudio Rogério, destaca que a desmistificação do problema entre a categoria e a corporação é necessária.

“A intenção realmente é te dar acabar com essa fofoca. O incidente que aconteceu fez com que fosse vinculado essa falsa impressão. Esta sendo positiva essa ação aqui hoje”, ponderou.

Apesar da tentativa de apaziguamento por parte da PMDF, alguns motociclistas ainda se sentem acuados pela corporação no dia a dia de trabalho. Nesta semana, com constantes blitzes ao redor do DF, em que algumas tinham por alvo os motoboys, um dos motociclistas, que optou pelo anonimato, de 32 anos, alegou ao Jornal de Brasília ter vivido uma situação constrangedora.

“Na quarta-feira eu estava saindo da minha loja para rodar em Águas Claras quando dois policiais militares chegaram com arma em punho para mim. Me mandaram colocar as mãos na cabeça e revistaram o baú da moto”, contou. “Desse jeito a gente fica com medo de trabalhar.”

Outro motociclista relatou ter sido multado mesmo tendo a documentação da moto em dia. Para ele, que também não quis se identificar à reportagem, a perseguição foi evidente. “Fizeram duas no Guará e só estavam parando motoboys. Me autuaram pelo meu escapamento, mas esse é original. Vou entrar com recurso, ainda mais porque ficaram com meu documento”, disse.

Com capacetes e punhos em riste, já em frente ao Palácio do Buriti, a categoria lançou palavras de ordem como “respeito” e “queremos trabalhar”. O grupo se dispersou por volta das 12h30 com buzinaço nas vias do Eixo Monumental.


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