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“Quem não tem pecado que atire a primeira pedra”

Rodrigo Delmasso pede perdão por ter aprovado emenda que estendia plano de saúde a ex-deputados distritais

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Deputado diz que errou e pede desculpas nas redes

Após polêmica sobre plano de saúde, Rodrigo Delmasso diz que vai reperar erro

Hylda Cavalcanti
redacao@grupojbr.com

Envolvido na crise que abala a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) por conta de mudanças no plano de saúde da Casa aprovado na última semana em sessão polêmica, cujo resultado foi depois suspenso pela Justiça, o deputado distrital Rodrigo Delmasso (Republicanos) chamou a atenção de colegas e eleitores neste fim de semana. Ele publicou um pedido de desculpas por meio das suas redes sociais, em nota intitulada “quem não tem pecado, atire a primeira pedra”.

Delmasso é vice-presidente da CLDF e autor das emendas que alteraram o projeto inicial de reforma do plano – e que incluiu ex-deputados distritais como aptos para serem contemplados com o benefício (o que reduziria suas despesas em comparação com usuários de planos de saúde particulares de moldes semelhantes).

O parlamentar, que é evangélico, disse que o pedido de desculpas foi a opção que escolheu para se manifestar perante a população do Distrito Federal depois de já ter divulgado nota esclarecendo todos os pontos referentes ao seu texto substitutivo.

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Ele afirmou que elaborou a matéria com o aval de uma equipe que estudou a fundo a situação financeira do plano da Câmara, o Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal – Fascal.

Disse também que a sugestão de incluir ex-deputados foi para que fosse aumentado o valor de manutenção do plano com o pagamento das mensalidades destes, uma vez que o Fascal há anos tem precisado de mais recursos da administração da Câmara legislativa para ser mantido.

O deputado contestou o valor mensal do plano divulgado como sendo de, em média, R$ 700 para os ex-distritais. Ressaltou que o montante é da ordem de R$ 1.200,00. “Desde março que a proposta vinha sendo debatida e pedi várias sugestões para elaborar as emendas. Mas chegamos a isso. Eu, mesmo já tendo feito uma nota com meus esclarecimentos continuo sendo alvo de queixas. Portanto, resolvi seguir por esta outra opção: pedir desculpas”, argumentou.

“Não vou colocar outra versão, mas uma coisa certa é que a verdade sempre prevalece. Graças a Deus temos a possibilidade de reparar o erro, o que será feito na próxima terça-feira (26) – quando será realizada nova sessão para avaliação do Fascal. Quero, sim, pedir desculpas àqueles que se decepcionaram, mas tenham a minha palavra que isso não acontecerá mais!”, destacou Delmasso na nota.

Novo debate

Embora tenha evitado falar ao Jornal de Brasília sobre os motivos pelos quais o tema foi colocado em pauta de forma açodada e sem divulgação prévia da agenda de sessões da CLDF, o deputado disse que sua intenção desde o começo foi dar maior liquidez ao Fascal, que se encontra em situação deficitária.

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Ele também evitou citar colegas acusados por outros deputados de terem se articulado para votar o substitutivo para beneficiar parentes que já foram parlamentares da casa e ex-deputados que os ajudaram a se eleger.

“Gostaria de fazer algumas perguntas: 1) Uma vida inteira pode ser inviabilizada por causa de um erro?; 2) Todo um trabalho pode ser invalidado por causa de um erro?; 3) Quando você erra, como gostaria de ser recebido? Deixo aqui o meu verdadeiro pedido de desculpas, mesmo sabendo que a intenção nunca foi lesionar o dinheiro público mas sim economizar!”, conclui a nota.

Na última sexta-feira, a mesa diretora da Câmara anunciou que parte do Fascal será privatizado e que os detalhes sobre todos os procedimentos a serem tomados serão debatidos entre os integrantes da CLDF na próxima terça-feira (26).


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