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Prevenção de incêndios: CBMDF trabalha para proteger a capital

A corporação mobilizou 80 militares para o combate, uma equipe de referência no país por maior efetividade e no mundo pela boa capacitação

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Aline Rocha
redacao@grupojbr.com

Antes do período crítico da seca no Distrito Federal, o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) está trabalhando para proteger a capital de incêndios. A corporação mobilizou 80 militares para o combate, uma equipe de referência no país por maior efetividade e no mundo pela boa capacitação. Os militares estão trabalhando para conscientizar a população, com foco nos moradores de áreas rurais.

De acordo com João Henrique Corrêa, capitão do CBMDF, grande parte das incidências de fogo estão relacionadas às pessoas que usam do fogo para se livrar de restos de podas de árvores ou entulhos, além de jogar bitucas de cigarros e deixar fogueiras mal apagadas. “As pessoas ignoram as condições climáticas, como vento, umidade e acabam perdendo o controle desse incêndio. É preciso ter consciência de que isso é um crime”, alerta o capitão.

A queima de restos de vegetais e lixo no território do Distrito Federal é proibida desde 2009, pela Lei nº 483/09. Os autores respondem em esfera administrativa com multa e criminal por dolo ou culpa. Também têm a obrigação de recompor toda a vegetação destruída. De acordo com o corpo de bombeiros, apenas em 2018 foram atendidas 6.483 ocorrências em 7.642,34 hectares, o equivalente a 10.703 campos de futebol.

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De acordo com o capitão, caso o dono de imóvel em zona rural deseje utilizar fogo para qualquer situação específica, é preciso procurar o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) para pedir autorização. Além disso alerta que os incêndios causam a perda da vegetação nativa, o que faz com que a absorção de água seja menor e a poluição maior.

Neste mês, o governador Ibaneis Rocha declarou estado de emergência ambiental no Distrito Federal. Por meio do decreto número 39.817, todos os órgãos do governo ficam em alerta de prevenção e combate a incêndios florestais no período da seca. A medida vale até novembro, mês que oficialmente retoma a fase de chuvas mais intensas e frequentes na região.

 

Com informações de Agência Brasília


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