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Presos traficantes que vendiam drogas por meio de aplicativos de conversa

Prisão é resultado de mais uma fase da Operação Theya, que busca repreender o tráfico de drogas em meio a classe média alta

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Willian Matos
redacao@grupojbr.com

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu dois traficantes, de 21 e 31 anos, respectivamente, que usavam redes sociais e aplicativos de conversa para vender os entorpecentes. Na ação, os policiais encontraram drogas do tipo MDMA, maconha, skunk e haxixe. Também foram apreendidos dinheiro e simulacros de arma de fogo.

A prisão é resultado de mais uma fase da Operação Theya, iniciada em março de 2018. Geralmente, os traficantes são universitários de classe média alta, e vendem as drogas para pessoas de poder aquisitivo semelhante. Alguns eram estagiários de tribunais do DF. No episódio mais recente, no dia 30 de maio, um jovem de 20 anos foi preso em casa, na 912 sul, com vários entorpecentes prontos para a venda. Dentre as drogas, o rapaz chamado Matheus tinha maconha, tipo camarão; lança-perfume; LSD; haxixe dry ice e paquistanês; e ecstasy.

Em fevereiro, três pessoas foram presas na terceira fase da Theya. Assim como a fase atual, eles vendiam as drogas por meio de apps de conversa. Na casa do primeiro preso, foram localizadas porções de maconha, haxixe e comprimidos de rohypnol. O alvo, no entanto, não estava no local. A companheira dele tentou negar que ele vende drogas, mas foram encontradas conversas no celular dela que demonstram que ela também participava da comercialização entorpecentes. Durante o cumprimento do outro mandado, porções de maconha, R$ 1,7 mil reais, em espécie, e um revolver, calibre 38, com sete munições. Foram encontradas, no celular da namorada do suspeito, de 23 anos, que estava no local, conversas que também comprovam a atuação na venda ilícita de entorpecentes.

Em novembro do ano passado, a PCDF cumpriu seis mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão de quatro pessoas (dois por tráfico de drogas e dois por posse para consumo) e no indiciamento de outro investigado pelo crime de trafico de drogas. Dois dos presos eram estagiários de tribunais de Brasília. As buscas foram realizadas em Sobradinho I e II, Guará, Jardim Botânico, São Sebastião, Asa Norte, Santa Maria e Samambaia. Durante os três dias de operação foram apreendidas porções de maconha e comprimidos de LSD.

Mais cedo, em maio de 2018, 180 policiais cumpriram 31 mandados de busca e apreensão em 15 regiões administrativas do DF. Apesar de considerados pequenos traficantes — em razão de adquirirem pequenas porções de drogas, uma parte para o consumo e outra destinada à revenda — o comércio ilícito envolvia grandes quantias e eram mais sofisticados que os tradicionais. Entre as drogas vendidas, havia o haxixe paquistanês, a maconha colombiana, MDMA, LSD, ecstasy e ampolas contendo o extrato da flor de maconha. Um dos investigados chegou a anunciar a venda do quilo de skunk afegão por R$ 10 mil reais.


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