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Polícia prende falso pastor que abusava de adolescentes no Paranoá

De acordo com a PCDF, Gilmar Oliveira dos Santos abusou sexualmente de pelo menos cinco jovens; a mais velha tem 15 anos

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Foto: Divulgação/PCDF
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Ana Karolline Rodrigues
ana.rodrigues@grupojbr.com

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nessa segunda-feira (17), um um homem que se passava por pastor como forma de atrair adolescentes e cometer abusos sexuais contra os menores. Gilmar Oliveira dos Santos, 36 anos, usava o nome de “Anjo Eric” e se intitulava “Pai” para conquistar a confiança dos jovens e levá-los para sua casa, onde cometia os crimes. Ele foi preso por força de mandado de prisão preventiva.

De acordo com a corporação, o homem abusou de pelo menos cinco vítimas. A mais velha delas tem 15 anos. Na manhã desta terça-feira (18), mais duas menores, de 11 e 12 anos, estiveram na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) para registrar ocorrência contra o autor. Além delas, dois meninos também acusaram o homem, mas ainda não prestaram queixa formal, segundo a delegada Jane Klébia, chefe da 6ª DP.

Conforme explicou a delegada, o falso pastor passava de igreja em igreja, buscando atrair a confiança de jovens. Quando algum dos fiéis desconfiava de algo, ele deixava de frequentar o local, mas levava adolescentes com ele para a nova igreja.

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“Era mais no Itapoã. Ele ficava de igreja em igreja e ia enredando como líder dos jovens. Quando começavam a estranhar, ele mudava de igreja, mas levava os jovens junto com ele. Nessa última igreja, ele chegou com 20 adolescentes e continuou com isso de levá-los para fazer vigília na casa dele, para fazer ensaios”, contou a delegada.

No início deste mês de junho, após denúncia do real pastor de um dos templos em que Gilmar esteve, a polícia iniciou as investigações. A denúncia foi feita após o representante religioso do local estranhar o comportamento do homem, que alegava levar as adolescentes para “orar e cantar” na casa dele. 

“Ordens de anjos”

Além de se identificar como “anjo”, o homem oferecia dinheiro, presentes, lanches e videogame para os jovens que frequentassem sua casa. Quanto aos abusos, o autor alegava receber ordem de anjos para cometer os atos.

“Ele acabou criando uma seita dele. Se intitulava pai, e a mais velha das adolescentes, de 15 anos, eles chamavam de mãe. Aí era rodada de pizza, de presentes, sendo ele o “pai” e ela a “mãe”. Até que ele dizia que o anjo mandava fazer aquilo, fazer isso, e chegando com essa história as meninas ficavam assustadas mas acabavam se tornando vítimas”, relatou Jane.

Ainda segundo a delegada, o homem já cometia os crimes há mais tempo, uma vez que uma das vítimas informou ser abusada sexualmente por ele há pelo menos um ano. No entanto, Gilmar não tinha passagens pela polícia e aparentava ser um cidadão comum.

“Ele não tinha passagem, muito pelo contrário, tinha um bom relacionamento na cidade, tinha uma escolinha de futebol, onde dava aula para os jovens no Paranoá. Com isso, pode ser que tenham até mais vítimas envolvidas”, afirmou Jane.

O falso pastor foi detido pelos crimes de estupro de vulnerável e de posse sexual mediante fraude, sendo este último devido à existência de um enredo para atrair as vítimas. Pelo primeiro crime, o autor pode pegar pena de 8 a 15 anos de prisão e, pelo segundo, pena de 2 a 6 anos.


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