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Polícia prende comparsa de “Vampiro do Itapoã”

O detido é irmão do homem, suspeito de matar e beber o sangue da vítima, no último sábado (11). Polícia procura mais dois envolvidos

Publicado

em

Ana Karolline Rodrigues
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (16), um dos comparsas de Eduardo de Araújo Conceição, 24 anos, suspeito de mandar matar e beber sangue de um homem no Itapoã no último sábado (11). Segundo a corporação, Eduardo, conhecido como “Vampiro do Itapoã”, teve ajuda de três homens para realizar o crime, sendo um deles seu irmão, Francisco das Chagas de Araújo da Conceição, detido hoje. Foragidos, os outros dois são procurados por policiais da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Corpo de vítima, morta no dia 11, foi em tubulação de esgoto no Itapoã. Foto: Divulgação/PCDF.

Segundo a delegada-chefe da 6ª DP, Jane Klébia, responsável pelo caso, Francisco nega ter participação ativa no crime e afirmou que quem matou
Heraldo José de Carvalho, 43 anos, foi um dos criminosos que está foragido e é adolescente. “O crime ainda não está muito esclarecido, as testemunhas dizem que todos estão envolvidos, que um tentou carregar, outro mandou bater mais, ajudar a ocultar. Mas ele diz que não matou, foi só o adolescente, diz que estava lá mas não participou, só assistiu. Ficou tentando jogar a culpa para o adolescente, porque sabe que se ele for preso vai ser encaminhado para a DCA”, informou.

Para a delegada, no entanto, todos participaram ativamente no crime. “Essa não é a situação, ele participou. Todos são franzinos, então um sozinho jamais iria conseguir atacar um homem daquele tamanho, eles precisariam de ajuda um do outro”, relatou”.

Outros casos

Ao Jornal de Brasília, Jane contou que a polícia conseguiu prender o rapaz através de denúncias anônimas que indicaram o paradeiro dele. Segundo ela, o grupo é conhecido na comunidade onde viviam. De acordo com informações de testemunhas repassadas à PCDF, tanto Eduardo de Araújo quanto o adolescente foragido já tinham práticas de beber sangue de animais.

“Eles eram conhecidos por lá, moravam juntos. Testemunhas disseram que ali as pessoas sabiam dessa prática de tomar sangue de animais do Eduardo e do adolescente. Falavam que eles matavam cachorros de vizinhos, gatos. Disseram que uma vez ele [Eduardo] pegou uma codorna e bebeu o sangue”, narrou a delegada. “Usavam o termo que eles ‘batiam tambor’, falavam que eles dançavam, como se quisessem dizer que havia um ritual. Mas não confirmamos isso, são relatos”, completou.

Ainda de acordo com a delegada, Eduardo já tentou matar outra pessoa para beber o sangue, caso ocorrido na última passada. “Ele foi detido na semana passada. Estava portando uma arma de fogo e foi fazer uma cobrança de um carroceiro, atirou e arma não funcionou. Então ele pegou a coronha da arma e bateu na cabeça dele, que foi até hospitalizado”, contou.

Quanto ao caso do homicídio ocorrido no último dia 11, ela ainda acrescentou que um quinto homem precisou assistir o assassinato após ser ameaçado de morte. No entanto, após o corpo da vítima ser escondido em uma tubulação de esgoto, ele contou à esposa da vítima sobre o crime e fugiu. “Ele segue desaparecido. Procuramos por ele também, porque queremos ouvir essa história que ele contou para a esposa”, completou Jane.


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