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Polícia Civil prende investigados por roubo de carga de cigarros

Investigações dão conta de que o grupo era responsável por quase todos roubos de carga de cigarros do DF em 2019

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Willian Matos
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou, nesta quinta-feira (11/7), a operação Polo, que visa desarticular grupo ligado a roubo de carga de cigarros. São cumpridos oito mandados de prisão preventiva e onde de busca domiciliar contra um grupo que, segundo investigações, é responsável por mais de 90% deste tipo de crime no DF em 2019, chegando a lucrar até R$ 30 mil em uma venda.

As buscas acontecem no Itapoã, em Santa Maria e no Entorno Sul, nas cidades do Novo Gama e do Valparaíso de Goiás-GO. Segundo o delegado Elianto Couto, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRRF), o grupo se inteirava da rotina dos veículos da empresa e, no momento da entrega dos cigarros no estabelecimento, abordavam o motorista e anunciavam o assalto.

Em algumas ocasiões, a carga era descarregada ali mesmo. Noutras, eles levavam o próprio carro da empresa responsável pela entrega, usando um bloqueador de sinal de GPS para não serem rastreados, como explica o delegado. “Nisso, eles usavam um aparelho que chamamos de jammer. É um bloqueador de GPS que fazia com que a empresa perdesse o sinal com o veículo de entrega e ficasse sem saber o que aconteceu com aquele carro. Daí, eles só religavam depois, quando já estavam em segurança, muitas vezes já com a mercadoria revendida”, relatou.

A carga roubada era revendida para pequenas distribuidoras em várias regiões do DF, de Santa Maria a Sobradinho. Alguns dos mandados da operação foram cumpridos nos estabelecimentos destes comerciantes que recebiam a mercadoria.

“Grupo extremamente perigoso”

O delegado acredita que as prisões irão impactar diretamente na redução de crimes desta natureza. “Estima-se que com a desarticulação da organização, haverá uma diminuição em quase 60% de roubos de cigarros”, afirma.  As investigações dão conta que o grupo é responsável por vários roubos de carga de cigarros no DF e Entorno. Verificou-se, também, que eles roubavam casas em Santa Maria. As investigações tratam a organização como um “grupo extremamente perigoso”.

“São pessoas que têm vasta lista de antecedentes criminais por roubos diversos. Praticamente nenhum deles atuava em profissão lícita, viviam do que conseguiam com os roubos”, conta o delegado.

O líder da organização, Ricardo Celestino da Rocha, foi morto há 10 dias — acabou sendo executado com 12 tiros por outros supostos criminosos. As investigações trabalham com a hipótese de ele ter sido integrante de uma das maiores facções criminosas do país.

Os presos serão indiciados por roubo e receptação, podendo pegar de oito a 18 anos de prisão. Todos já tinham passagem pela polícia pelos mesmos crimes.

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