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Cidades

PCDF prende um dos acusados de esfaquear jovem em Brazlândia

Suspeito estava em Corrente-PI e foi recambiado nesta quinta (5). O crime em questão, ocorrido há mais de um ano, foi motivado por homofobia. Relembre o caso:

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Reprodução
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Mais de um ano depois do crime, a 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), em parceria com a Polícia Civil do Piauí (PCPI), prendeu um dos três maiores de idade suspeitos de esfaquear o jovem Felipe Augusto Correia Milanez em Brazlândia. O caso ocorreu em outubro do ano passado. Na ocasião, diversos suspeitos atacaram Felipe a facadas por homofobia.

A 18ª DP identificou três maiores e quatro menores de idade envolvidos no crime. Nesta quinta-feira (5), um dos maiores foi trazido ao DF e está à disposição da Justiça. Outro maior já havia sido preso; o terceiro chama-se Jean Lima da Silva, tem 20 anos e ainda está foragido. Quanto aos quatro adolescentes, a DP não repassou informações.

Jean Lima da Silva, foragido. Foto: Divulgação/PCDF

O caso

O estudante de odontologia Felipe Augusto Correia Milanez, 24 anos, passeava à beira do lago de Brazlândia com um amigo, no dia 7 de outubro de 2019, quando cerca de 12 pessoas o cercaram e o esfaquearam pelo menos 17 vezes. Durante a tentativa de homicídio, Felipe ouviu ofensas como “bichinha”, “mulherzinha”, “arrombado”, “vamos matar esse viado”, entre outros termos de cunho homofóbico.

Além das facadas e das duras ofensas, Felipe relata que teve o cabelo cortado à força pelos suspeitos. “Eles cortaram meu cabelo na faca. Ele era grande, e agora está super curto”, explica. O estudante cita que, enquanto realizavam as agressões, os homens o ameaçavam de morte a todo o momento. “Eles falavam: ‘agora vai ser menos um viado no mundo’”, relembra.

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Após sofrer os golpes, Felipe conseguiu engatinhar até um carro que estava parado próximo ao local das agressões. No veículo, ele encontrou um conhecido. Mesmo com os agressores cercando o automóvel e ameaçando quebrar as janelas, o motorista conseguiu arrancar dali e leva-lo ao Hospital Regional de Brazlândia (HRBz).

Mesmo acamado, a vítima seguiu sendo ameaçada. Por volta de 7h do dia seguinte, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) recebeu uma ligação informando que os suspeitos rondavam a unidade, provavelmente à espera da alta do jovem.

No hospital, verificou-se que algumas das facadas atingiram o pulmão de Felipe, sendo necessária drenagem pulmonar. Ele também rompeu alguns dos ligamentos do joelho esquerdo. Além dos golpes no peito, nas costas e nas pernas, o jovem sofreu perfurações na cabeça e nos braços.

Tendo como base o fato de a estrutura capilar fazer parte da identidade de todo ser humano, o estudante lamenta a tortura sofrida. “Acho que o [corte do] cabelo é pior do que qualquer outra coisa. […] Eu tô sem barba e, como os remédios para dor estão fazendo meus pêlos caírem, estou praticamente sem cabelo.”

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