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Cidades

PCDF mira mais um grupo acusado de dar golpes com dados de servidores públicos

É a segunda operação contra crimes desta natureza em dois dias. Nesta quarta (28), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Divulgação/PCDF
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A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/PCDF) realizou nesta quarta-feira (28) a operação 3×4. Trata-se de uma ação contra um grupo suspeito de usar dados de servidores públicos federais aplicar golpes.

As investigações tiveram início após um professor da Universidade de Brasília (UnB) procurar a corporação para informar que teve os dados indevidamente utilizados para a abertura de contas bancárias e contratação de empréstimos. Suspeita-se que o grupo obtinha os dados através do Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe) do Executivo Federal.

Nesta quarta (28), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Candangolândia e em Santo Antônio do Descoberto-GO e Luziânia-GO. A DRCC deve seguir investigando o caso para identificar outras vítimas e outros integrantes do grupo criminoso.

Segunda ação em dois dias

Na terça-feira (27), a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) realizou a operação Trickery. A ação também teve como alvo um grupo suspeito de fraudes contra servidores — desta vez, contra funcionários do GDF.

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As investigações apontam que o grupo conseguia dados dos servidores pela internet. Com as informações, os suspeitos fabricavam documentos falsos em nome das vítimas. Em seguida, abriam contas bancárias em nome das vítimas, pediam empréstimos bancários e até financiavam veículos. Os valores eram transferidos para contas de terceiros e depois repartidos entre os membros.

Material que o grupo usava para confeccionar os documentos falsos. Foto: Divulgação/PCDF

Pelo menos 31 pessoas foram vítimas dos golpes, que ocorreram durante o ano de 2019. Estima-se que o prejuízo é de R$ 2 milhões. As investigações apontam ainda que parte do dinheiro conquistado ilegalmente era usado para o comércio de armas de fogo. Os suspeitos teriam vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo que tenta se enraizar no DF.




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