Siga o Jornal de Brasília

Cidades

PCDF deflagra nova operação contra fraudes na CEB

Investigações miram grupo suspeito de fraudar pagamentos de dívidas, desviar materiais de propriedade da companhia, entre outras infrações

Avatar

Publicado

em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
PUBLICIDADE

Vítor Mendonça e Willian Matos
redacao@grupojbr.com

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (14) a segunda fase da Operação Apate. A ação mira um grupo suspeito de cometer fraudes na Companhia Energética de Brasília (CEB).

Segundo investigações, o grupo criminoso é formado por empregados da CEB e por profissionais particulares. Eles estariam promovendo fraudes como troca de titularidade de contas de energia elétrica para fraudar dívidas anteriores, instalação e cadastramento de medidores de energia elétrica de forma irregular, desvio de materiais de propriedade da CEB, entre outras.

Modus operandi

Os suspeitos presos temporariamente na manhã desta terça (14) são apontados pelos investigadores como indivíduos estratégicos no esquema fraudulento. Nas três funções primordiais para a execução do crime, um dos integrantes era um dos responsáveis pelo controle do Centro de Operações da CEB, onde trocava as titularidades; outro desviava materiais do almoxarifado da estatal, como medidores de energia elétrica, lacres e uniformes; e a terceira integrante fazia a troca de titularidades “formal” no posto “Na Hora”, localizado no Novo Gama (GO).

Polícia Civil investiga o grupo há meses. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

 

A primeira fase da operação foi deflagrada em outubro de 2019 e teve por objetivo descortinar os esquemas de corrupção. O grupo vinha causando prejuízos estimados em milhões de reais à companhia e, consequentemente, ao Distrito Federal.

São cumpridos três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão na sede da CEB no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no posto do Na Hora do Gama e nas casas dos investigados, localizadas em Taguatinga e no Novo Gama-GO. A Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) é responsável pelos mandados. O  Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) auxilia na operação.

Esquema antigo

De acordo com o MPDFT e a PCDF, o esquema funcionava há pelo menos 10 anos na companhia, podendo ser também uma das causas para a crise que atravessa a empresa. Do total de 25 investigados desde a primeira fase da operação, há funcionários da CEB e terceirizados envolvidos nas fraudes e desvios.

A Polícia Civil não pode assegurar a lucratividade de cada parte, porém, na operação de outubro, somente na residência de um dos suspeitos, foram encontrados R$ 10 mil em espécie.

Defesa

A Companhia Energética de Brasília se pronunciou por meio de nota. A empresa alega que coopera com as investigações e trabalha para evitar novas fraudes. 

Como foi noticiado na manhã de hoje, a Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF deflagrou a segunda fase da operação Apate, que tem como objetivo investigar a suposta prática de fraudes que geram lesão com prejuízos à CEB-Distribuição.

A Empresa segue cooperando com o trabalho da PCDF e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT, que tem por objetivo determinar a autoria e materialidade dessas ações ilegais, e aguarda o decorrer das investigações.

Em relação ao valor de R$ 600 milhões, mencionado em algumas matérias veiculadas sobre a deflagração da segunda fase da operação, importa esclarecer, novamente, que este montante representa o total histórico de dívidas registradas e vencidas de clientes junto à CEB, e não o total desviado pelos supostos criminosos investigados pela operação conjunta da PCDF com o MPDFT na manhã de hoje.

É importante corrigir a informação equivocada que vem sendo veiculada, posto que o montante supostamente desviado pelos criminosos ainda não foi determinado. Em relação à transferência de titularidade sem a devida quitação do débito, os valores serão apurados no decorrer das investigações.

A atual gestão segue firme na recuperação da CEB-Distribuição, seja para evitar fraudes como estas, praticadas por empregados e consumidores que agem em conluio, como também para reduzir o índice de inadimplência, ligações irregulares ou outras formas de lesão à saúde econômico-financeira da Companhia.


Leia também
Publicidade