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Parlamentares do DF pedem abertura de CPI para apurar irregularidades na Saúde

É grande a repercussão, entre os parlamentares do Distrito Federal, da prisão do secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo

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Hylda Cavalcanti
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É grande a repercussão, entre os parlamentares do Distrito Federal, da prisão do secretário de Saúde do DF e vários técnicos no início da manhã, em operação que investiga fraudes na compra de testes para a covid. Deputados distritais, deputados federais e senadores têm reforçado por meio de declarações – e também nas redes sociais – pedido feito anteriormente para instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do DF (CLDF) com o objetivo de investigar as ações do Executivo de combate à pandemia.

O pedido nunca chegou a ser levado adiante e os parlamentares acham que, em função dos últimos acontecimentos, a CPI não pode deixar de ser instalada. O assunto deverá ser tema de boa parte da sessão legislativa programada para se realizar durante a tarde, na CLDF.

O primeiro a falar a respeito, o deputado distrital Leandro Grass (Rede), lembrou que o pedido de CPI foi protocolado por ele no dia 6 de julho. Conforme contou, o requerimento teve o apoio de oito distritais, mas como a instalação depende de autorização da mesa diretora, a solicitação não caminhou.

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“Basta uma consulta ao Tribunal de Contas ou ao Ministério Público e será possível ver o número de vezes que entrei com representações pedindo apurações diversas sobre as ações para combate à pandemia”, afirmou Grass. Ele destacou que pediu inúmeras vezes investigações sobre compras de testes, licitações para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), aquisições de respiradores, além de mais transparência na divulgação dos dados.

O deputado distrital Fábio Felix (Psol) contou que pediu, há três meses, a convocação do secretário da Saúde na CLDF e reclamou que só recentemente a Casa decidiu chamar o gestor para falar aos parlamentares sobre as ações do governo no combate à covid.

Apuração rigorosa

Ex-vice-governadora e profissional da área de Saúde, a distrital Arlete Sampaio (PT) ressaltou que deve feita uma apuração rigorosa dos fatos que envolveram a prisão do secretário. E reiterou que seu pedido é “em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Também vinculado à área de Saúde, o deputado distrital Jorge Vianna (Podemos) afirmou que o Ministério Público e a polícia estão fazendo “um excelente trabalho de investigação” e que ele mesmo já fez denúncias ao MP de alguns contratos.

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“Espero tudo que seja apurado com rigor e que, se houver uma quadrilha instalada na Secretaria de Saúde, ela seja presa. Não é possível que nossa secretaria seja mais uma vez saqueada”, destacou.

A senadora Leila Barros (PSB-DF), publicou em sua conta no twitter que considera “gravíssima” a notícia da prisão do secretário e de parte da sua equipe. “Diante de um momento que exige o maior esforço na preservação das vidas, nos deparamos com equipes do governo sendo alvo de investigação por irregularidades. É lamentável”, afirmou. Leila disse, ainda, que “o GDF deve esclarecimentos à sociedade”.

A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania) se juntou aos distritais e pediu a abertura de uma CPI na Câmara Legislativa do DF para tratar do assunto. Ao fazer o pedido, Paula ainda frisou que “os fatos precisam ser bem apurados” e disse que “a população do DF conta com os deputados distritais”.

A deputada federal Erika Kokay (PT) afirmou que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, deve se explicar sobre o ocorrido.




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