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Papai Noel é a grande esperança do comércio

Luiz Paulo Zerneri, proprietário da Cei Norte, loja especializada em enfeites de Natal, acredita que venderá bem mais que no ano passado

Vítor Mendonça

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Comércio já vive clima de Natal

Data pode significar retomada econômica no mercado local após prejuízos com a pandemia

Dois meses antes da chegada do Natal, as famosas decorações de árvores, bolas e pisca-piscas começam a ser vistas em comércios do Distrito Federal. A data que celebra o nascimento do menino Jesus é um atrativo para os negócios e pode ser a chance de maior arrecadação para comerciantes, uma possibilidade de recuperação do que foi perdido durante o período de portas fechadas no primeiro semestre do ano – medida forçada pela pandemia do novo coronavírus a fim de minimizar a proliferação da doença na capital.

Este é o caso da loja Cei Norte, em Taguatinga, que se adiantou em quase um mês e separou uma seção inteira apenas para os produtos da tradição natalina. Este é o carro chefe da empresa. “Ficamos assustados com os 58 dias fechados que tivemos. Vendíamos on-line apenas 25% da nossa média mensal. […] Mas esse ano tivemos um aumento significativo nas vendas, nas duas lojas [com decorações comuns e as natalinas]”, contou o gerente e proprietário da Cei Norte, Luiz Paulo Zerneri, 32 anos, que desde 2005 atua em Taguatinga.

Ainda que a pandemia tenha afetado as economias do negócio, a expectativa de vendas para este ano é maior que as de 2019. “Estamos com uma projeção de um aumento de 15% a 20% em comparação com o Natal do ano passado”, disse Luiz. O resultado esperado se dá a partir do planejamento feito anteriormente, desde outubro do ano passado, quando encomendas de produtos e todo o cronograma de ações foram traçados, segundo o comerciante.

“Fizemos um investimento alto na ampliação da loja e tínhamos investido em mais novidades antes da pandemia. Quando ela chegou, 70% já estava encaminhado para o Natal”, relatou. Mas muitas das encomendas estão em falta e ainda não chegaram devido aos problemas gerados pela doença. “As novidades já estavam definidas, mas, do que negociamos no início da pandemia, apenas 30% chegou. O restante do que tem no Brasil, estamos com dificuldade de achar.”

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Uma das feiras que acontecem no Brasil com produtos para o Natal – Natal & Festas ABCasa –, que ocorre todos os anos em maio, em São Paulo, foi cancelada, outro motivo para que tendências do ano não fossem trabalhadas no país. Além disso, devido ao aumento do dólar, muitas importadoras não trouxeram outros produtos. Luiz também iria à China para buscar negócios, mas teve a viagem cancelada, em abril.

Nova clientela busca celebração intimista

Neste ano, Luiz percebeu que novas famílias, que nunca tinham feito o Natal sozinhas em casa, passaram a visitar a loja para buscar suas primeiras decorações mais comuns, como árvores, pisca-piscas e bolas natalinas – itens mais vendidos na Cei Norte. “Muitas pessoas me falam que nunca fizeram o Natal, que sempre celebravam na casa dos parentes. Dessa vez acho que serão mais “Natais” com grupos menores de pessoas, isto é, em mais casas”, contou.

Uma das clientes da loja, Eugenia Sanches, 53, a princípio, não iria comprar nada das decorações natalinas na loja em Taguatinga, mas diante da extensa seção exposta na empresa, decidiu “dar uma olhadinha”. Ela e a neta Manuela circulavam os corredores com admiração. “Como está tão encantador, não tem como não dar uma passadinha com a netinha. E acho que eu que estou curtindo mais – eu amo o Natal. É sempre um renovo, principalmente neste ano.

“Estamos com uma expectativa de dias melhores, e o Natal por si só já traz esse desejo de mudança, e com tantas coisas difíceis vividas esse ano, essa época vem para trazer uma certa calma e alegria para nós nos reunirmos em família, mesmo que com poucas pessoas agora. […] Vamos reunir os mais próximos como filhos e netos, apenas; os mais distantes da parentela não vai dar, se não vira aglomeração”, finalizou Eugenia.

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O médico oncologista Paulo Lages, 42, porém, foi ao comércio com a esposa Luciana, 40, e filhos André e Ana, 6, com a intenção de comprar novos artigos natalinos para decorar a casa, aproveitando os produtos ainda disponíveis e de preços baixos neste início de temporada. “Todos estamos curtindo esse passeio porque praticamente não saímos de casa a não ser para o trabalho, então abrimos uma exceção para planejar o Natal”, afirmou.

Eles foram em busca de uma árvore de Natal para curtirem o momento juntos, de forma individual. “Acho que antes de mais nada esse será um momento de reflexão neste ano. Infelizmente não teremos uma vacina e um controle maior da pandemia até lá, mas isso vai fazer com que a família se volte para ela mesma e as pessoas comecem a valorar a família mais ainda.”

Saiba Mais

A possibilidade de recuperação nos últimos meses do ano é considerada pelo vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), Sebastião Abritta, que avalia um crescimento de 2% a 3% nas vendas. “Talvez fechemos o ano com decréscimo devido a tudo que aconteceu durante o ano, mas atingindo essa expectativa é um cenário positivo neste ano.”

“O governador liberou o trabalho presencial e talvez o judiciário volte nas próximas semanas, e isso significa mais pessoas circulando, o que pode aumentar o fluxo nas lojas”, afirmou. Além disso, a injeção do 13º salário também poderá ser fator para consumos extras pela população do DF. Para Abritta, o isolamento e distanciamento social, e ainda as vitórias daqueles que enfrentaram a covid-19 podem incentivar a compra de presentes e a celebração da vida.

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