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Cidades

Pai de menina morta em Vicente Pires pode ter sido envenenado antes do crime

Polícia Civil levantou a hipótese após o homem contar que comeu uma macarronada e tomou um suco de maracujá, preparados pela assassina confessa

Willian Matos

Publicado

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O caso da criança de 2 anos e 2 meses que foi morta a facadas pela própria mãe na quinta-feira (13), em Vicente Pires, ainda é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). Agora, os investigadores trabalham com a hipótese de que o pai da criança tenha sido dopado.

O crime aconteceu da seguinte forma: Na madrugada de quinta (13), Laryssa Yasmin Pires de Moraes, 21 anos, matou a filha, Julia Félix de Moraes, a facadas. Durante a ação, o pai da criança, Giuvan Félix de Araújo, 25 anos, estava dormindo. Os três moravam juntos há dois meses, quando Laryssa foi expulsa de casa, em Padre Bernardo, pelo fato de seu comportamento não agradar a mãe.

A família morava na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires. Os vizinhos disseram à polícia que ouviram os gritos – fortes – de Júlia durante a madrugada. Giuvan, porém, não escutou nada. É o que leva a crer que ele estava dopado.

Em depoimento prestado na quinta (13), Giuvan disse que após chegar do trabalho, Laryssa lhe preparou uma macarronada. Depois, foi ao mercado e, quando voltou, fez um suco de maracujá para acompanhar.

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É possível que a refeição tenha sido adulterada. Como Giuvan afirma não ter ouvido nenhum grito da filha, está é a hipótese levantada pelo delegado-chefe da 12ª DP, Josué Ribeiro. “Todo o prédio ouviu [os gritos], menos ele”, conta. “Ele ficou petrificado. Estava de um jeito que nem conseguia se defender”.

O pai da menina passou por exame toxicológico para a polícia aferir se ele ingeriu alguma substância. Por um momento, Giuvan chegou a ser considerado suspeito por conta do comportamento frio, mas a hipótese foi descartada, uma vez que a versão dele não apresenta falhas, segundo as investigações.

Giuvan contou que acordou com Laryssa tentando furar seu rosto com uma faca. Porém, ele conseguiu se defender. Em seguida, procurou por Julia e viu a filha no chão. Imediatamente, ligou para o Samu, mas quando os médicos chegaram ao local, a criança já estava morta.

Laryssa confessou o crime. Quando a polícia chegou ao local e perguntou quem havia matado Julia, ela levantou o braço. “Não sei, não sei, não sei. Matei minha filha!”, dizia. A mulher chegou a mudar a versão depois, mas, na noite de quinta (13), voltou a confirmar que foi a responsável pelo crime.

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A mãe de Júlia responderá por homicídio qualificado, como explica o delegado da 12ª DP
“Indiciamos ela por homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil, já que não sabe dizer, e pela impossibilidade de defesa da vítima”, explica. Laryssa ainda responderá pelo crime de lesão corporal contra Giuvan.




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