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Paciente comemora vitória contra câncer de mama no HRT

Procedimento aconteceu durante a força-tarefa de reconstrução mamária do HRT

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Da Redação
redacao@grupojbr.com

Apesar da descrição bastante assustadora, Maria Euza de Souza Lourenço, 52 anos, não se abateu e venceu o câncer. Ela passou por uma mastectomia na terça-feira (22), durante a força-tarefa de reconstrução mamária do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e saiu da sala de cirurgia já com a prótese no lugar. Na manhã desta quarta-feira (23) recebeu alta médica e foi para casa.

“Eu descobri o câncer em agosto de 2018. Esperei minha filha Lorena se casar em outubro e, em novembro, busquei o médico. Quando senti o nódulo pela primeira vez ele era do tamanho de um grão de feijão. Pequenininho. De repente ele chegou a dez centímetros. Depois, diminuiu para seis centímetros e, em seguida, sumiu com a quimioterapia. Não tinha nada na minha mama, mas o câncer estava ali, as células estavam ali. O peito começou a ficar enrugadinho, o mamilo começou a entrar. Eu já esperava por esse tratamento assim, porque sou uma mulher de fé. E a médica (mastologista Josiane Fernandes) viu minha tatuagem e falou assim: – Honre o que você tem no ombro. Agora, deu tudo certo e eu estou aqui”. Na pele da paciente, estampada em letras grandes e delicadas, está marcada a palavra ‘Fé’.

Balanço

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A força tarefa começou na segunda-feira (21), quando foram realizadas 14 cirurgias. Na terça-feira (22), 17 mulheres realizaram reconstrução e outras três fizeram a tatuagem da auréola. Nesta quarta-feira (23), estavam programados 16 procedimentos e duas tatuagens.

Ao todo, serão 70 mulheres com suas mamas e autoestima renovadas até o dia 25, quando se encerra a principal ação do Outubro Rosa na unidade.

Essas pacientes estão sendo acolhidas em um ambiente preparado especialmente para elas, com direito a mimos. Na hora da alta médica, elas também recebem um kit de medicamentos para continuar os cuidados da recuperação em casa.

Reconstrução imediata

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De acordo com a responsável técnica da cirurgia plástica do HRT, Isabelle Montanha, em 80% das cirurgias de retirada de mama realizadas no hospital já é feita a reconstrução imediata, com a colocação do implante de silicone. “Então, elas não saem com aquele estigma de retirada total da mama. Depois, são ajustados os detalhes, as simetrizações, incluindo refazer as auréolas quando necessário”, conta a médica.

Isabelle Montanha relata, ainda, que a reação das pacientes que reconstroem de imediato a mama é muito diferente. “Elas não se sentem mutiladas, não passam pelo processo de se ver sem uma parte tão importante do seu corpo, que é o seio, vencendo esse momento mais rápido e melhor”, comemora.

“Eu sou grata, porque quando você já sai com a prótese é outra coisa, do que sair sem a mama. Para a autoestima da mulher é maravilhoso”, comemora a paciente.

Euza faz planos para 2020 e se candidata para o próximo mutirão do Outubro Rosa.  “Ano que vem, vou fazer o bico. Ou vou tatuar, que também fica perfeito. Mas ser reconstruída é muito tranquilo. Pior é o câncer, que já venci”. E deixa um recado: “O conselho que tenho para dar às mulheres que descobrem é: – não se entreguem”.

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Com informações da Agência Brasília.




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