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Cidades

Operação Mobility: PCDF prende suspeitos de roubo e tráfico

Segundo investigações, grupo se reunia em um terreno na Asa Norte próximo à UnB para articular os roubos e realizar o tráfico de drogas

Vítor Mendonça

Publicado

em

Foto: Divulgação/PCDF
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Willian Matos e Vítor Mendonça
redacao@grupojbr.com

A Polícia Civil (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (20), a operação Mobility, que atua contra um grupo suspeito de cometer roubos em regiões do Distrito Federal. Sete pessoas foram presas.

Segundo investigações, o grupo também realizava tráfico de drogas. Os suspeitos se reuniam em uma área próxima ao Centro Universitário de Brasília (UniCeub), denominada Invasão do Cerrado, para comercializar os entorpecentes e arquitetar os roubos.

 

Segundo o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), Diego Castro, o local na Asa Norte era utilizado para passar uma falsa situação de vulnerabilidade. “Eles utilizavam aquela invasão para esconder produtos de roubo, furto… Utilizavam os indivíduos que realmente vivem naquela situação para mascarar os crimes, transmitindo uma certa vulnerabilidade”, explica.

As investigações começaram em setembro de 2019, após o grupo cometer um assalto a um depósito de celulares de um shopping localizado no bairro Park Sul, no Guará. À época, dois suspeitos renderam vendedores com uma arma de fogo e levaram os aparelhos. O bando também roubou uma residência no Lago Norte, em data não especificada.

Os sete mandados foram cumpridos em Ceilândia, Samambaia, Guará, Planaltina, Paranoá, Asa Norte, Santo Antônio do Descoberto-GO, Unaí-MG. Ainda há quatro foragidos. “Até o final da tarde de hoje (quinta-feira) pretendemos prender os quatro indivíduos”, conta o delegado Diego Castro. A operação ainda está em andamento.

R$ 7 mil por dia

Ainda de acordo com Diego Castro, o líder da organização agia como se fosse dono da Invasão do Cerrado. “Ele estava ciente de tudo o que acontecia ali e coordenava todas as atividades de roubos e furtos, monitorava a presença de usuários de drogas, etc. Exercia um papel de extrema liderança”, detalhou o delegado.

O suspeito confessou que chegava a ganhar R$ 7 mil por dia no mundo do crime. “Ele tinha casa com piscina, tinha um carro de valor considerável, e confidenciou a equipe que estava ganhando cerca de R$ 7 mil por dia”, explicou o delegado. “Na residência deste foram encontrados R$ 15 mil em espécie”, prosseguiu.

793 roubos

De acordo com o que foi levantado pela investigação, em 2019 foram 793 roubos e furtos cometidos pela associação criminosa. “Mas [atuavam] principalmente no tráfico de drogas. Durante esses cinco meses de apuração ficou muito evidente para a equipe esse tipo de crime.


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