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NRAD do Paranoá investe em tratamento humanizado

Médica da unidade de saúde destaca que o grande diferencial do NRAD é o atendimento humanizado em domicílio

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Foto: Divulgação/SES-DF
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É quinta-feira (03) à tarde e a equipe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) do Paranoá parte para mais um atendimento. O paciente é José Ghetti, de 83 anos, que se encontra acamado e necessita de cuidados médicos. Sua esposa, Elba Ghetti, 59 anos, quem recebe os profissionais e conduz a todos pela escadaria até onde seu José se encontra, cuidados que se repetem há cerca de cinco anos, devido a condição já debilitada do paciente.

“Já conheço todo mundo. E é só ligar que eles estão prontos a chegar. É uma mão de Deus. Eu acho que a única coisa boa que a gente tem é esse atendimento que não é fácil de conseguir. E hoje cada vez mais eu necessito disso, e eles não me deixam, é só chamar que chega. Qualquer coisa que eu precisar que eles tiverem lá de material passa com prazer e vem em casa. Me conhecem até pela voz”, relata a esposa que trata e sente os profissionais como se fossem da família. Com todo o cuidado que a saúde nessa pandemia exige, a equipe examina e realiza os procedimentos com o paciente.

“Ele é acamado, portador de demência, uma doença que é progressiva, e também doença de Parkinson. Então surgiu uma lesão nele. Essa lesão precisou de biópsia, então o colega Marcelo Pompeu, que é clínico e dermatologista se prontificou em fazer esse procedimento em domicílio”, relata a médica do núcleo, Maria Luíza Bezerra. “Visando que é um momento de pandemia e a gente deve fazer o máximo para que os idosos acamado permaneçam em domicílio. Foi muito bom”, completa Bezerra ressaltando o esforço de todos em preservar ao máximo a saúde dos pacientes.

A médica destaca, também que o diferencial do NRAD é o atendimento humanizado em domicílio. Os pacientes atendidos pelo núcleo, no geral, são pessoas debilitadas, de média a alta complexidade, mas que não necessitam internação hospitalar.

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A superintendente da região de saúde Leste, Raquel Belvilaqua, ressalta que “o atendimento domiciliar é extremamente benéfico para o paciente, para a família dele e para o sistema público de saúde. Trata-se de um atendimento ainda mais humanizado, o paciente tem menos riscos de infecções e reinternações. Saindo do hospital, ele desocupa o leito e diminui os custos de uma internação”. A região possui dois núcleos, um no Paranoá e um em São Sebastião.

A equipe é formada por médico, fisioterapeuta, nutricionista, enfermeiro, fonoaudiólogo, técnico de enfermagem. Além das visitas de acompanhamento, também são realizadas coletas de materiais de exames em casa, fazem curativos, antibioticoterapia, entre outros cuidados para evitar uma nova hospitalização dessas pessoas. Com a pandemia do novo coronavírus, a equipe também está realizando telemonitoramento semanalmente.

Atendimento

O NRAD do Paranoá atende 44 pacientes com internação domiciliar, sendo que mais três poderão receber acompanhamento quando deixarem o hospital. Só neste ano, já entraram 12 novos pacientes.

Com informações da Agência Saúde

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