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Motoboys protestam por ampliação de curso para registro profissional

Publicado

em

Jéssica Antunes
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O primeiro protesto da gestão de Ibaneis Rocha (MDB) é de motofretistas que querem mais acesso à profissão regulamentada por lei de 2009. Os motociclistas precisam enfrentar uma série de ritos para conseguir o registro profissional. No entanto, a categoria reclama que há apenas uma unidade que oferece o curso, que não atenderia a demanda. À nova gestão, eles pedem mais facilidade de acesso e prazo de um ano para atender as normas legais.

Presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do DF, Luiz Carlos diz que o grupo se reuniu para tentar “abrir portas” com o novo governo. “A polícia tem que multar mesmo, é lei. Mas queremos ajuda para abrir mais pontos para que possamos fazer o curso. Todo mundo quer se enquadrar na lei e exercer a profissão, mas não temos acesso”, reclama.

Segundo a categoria, há apenas um ponto que oferece o curso em toda a capital, limitando o acesso dos interessados a uma turma em Samambaia. “A demanda é grande e não tem disponibilidade de vagas. Queremos ajuda para abrir mais”, diz. Cerca de 70 motociclistas se reuniram na Praça do Buriti na manhã desta quinta-feira (17). Com carro de som, chamaram a atenção das autoridades e fizeram buzinaço.

O grupo foi recebido pelo Subsecretário da Casa Civil Marcelo Cunha, que prometeu fazer reunião com uma comissão de representantes da categoria na sexta-feira (18).

Conforme a Lei nº 12.009/2009, motociclistas precisam cumprir diversos requisitos para serem considerados motofretistas. Além do curso, que custa cerca de R$ 200, ainda é preciso usar colete reflexivo, faixas reflexivas no capacete e no baú. Assim, a categoria ganha placa vermelha e pode circular pela cidade dentro da legalidade.

Atualização

Em novembro, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), por meio da Escola Pública de TrânsitO (EPT) anunciou que faria, pela primeira vez, o Curso de Atualização para Motofretista gratuitamente. Foram cinco turmas com 30 vagas cada uma, com início em 3 de dezembro. O curso é obrigatório para a categoria e está previsto na Resolução nº 410/2012, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).


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