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Morador de rua incendiado na área central de Brasília é identificado

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Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com.br

O homem incendiado na área central de Brasília foi identificado como Alessandro Avelino Serafim, 34 anos. Internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o paciente contou à Polícia Civil que o crime ocorreu próximo à Rodoviária do Entorno, no antigo Touring. O morador em situação de rua estaria usando crack quando foi atacado por um conhecido, que atirou solvente e fogo nele. O nome do suspeito ainda é desconhecido: a vítima não quer dizer.

Alessandro ficou ferido especialmente no pescoço, costas e pernas. “Depois do ocorrido, ele correu em direção ao Setor Bancário Norte, onde recebeu socorro. Nós vamos investigar o caso e estamos tratando como tentativa de homicídio”, informou ao Jornal de Brasília o delegado-chefe da 5ª Delegacia de Polícia, Rogério de Oliveira. A vítima está internada na unidade de queimados da unidade de saúde.

Foto cedida ao JBr.

Pedido de socorro

O caso aconteceu por volta das 2h de segunda-feira (25). Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após um vigilante ouvir um pedido de socorro e acionar a corporação. Entre os prédios do SBN, o caso chamou a atenção. “É o terceiro do tipo que acontece nas redondezas. É muito triste, um absurdo”, afirmou uma trabalhadora que pediu para não ser identificada.

O boletim de ocorrência levou quase 48 horas para aparecer. Até a manhã desta quarta-feira (27), a Polícia Civil ainda não havia encontrado registro qualquer. Por volta das 10h, o delegado-chefe da 5ª DP confirmou ao JBr. que a Secretaria de Saúde reportou o caso. Agentes estiveram na unidade de saúde e imagens das câmeras de segurança nos arredores do local do crime devem ser usadas para esclarecer o que ocorreu.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros esclareceram que não foram acionados naquela madrugada. Procurada, a Secretaria de Saúde do DF disse que não pode fornecer informações sobre pacientes internados na rede hospitalar. A exceção, segundo a pasta, cabe a “casos de grande comoção e que não envolvam vítimas de crimes ou investigação policial”.


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