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“Momento é propício para testes de vacina”, diz chefe de pesquisa e inovação do HUB

“Nessa fase conseguiremos enxergar com mais clareza quais benefícios a vacina vai trazer. Ainda não dá para comemorar”, explica

Vítor Mendonça

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Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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O atual momento da doença no Brasil e na capital federal – cujo ápice da curva de contaminações foi alcançado nos últimos dias – é favorável para que as pesquisas realizadas se tornem referência para outros Estados do planeta. É o que diz o chefe do setor de pesquisa e inovação do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Fernando Araújo, acerca da terceira fase de testes da CoronaVac – vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento.

“É um momento muito propício para que façamos todas essas pesquisas. O mundo está olhando para nós para ajudarmos a resolver um problema global. Com certeza temos os olhos de muitas nações voltados para cá”, analisa o especialista. “Nessa fase conseguiremos enxergar com mais clareza quais benefícios a vacina vai trazer. Ainda não dá para comemorar”, explica.

As dúvidas a serem sanadas são as diferentes variáveis após receber a vacina. Se ela irá imunizar efetivamente, de forma segura; por quanto tempo e por qual periodicidade será necessária nova aplicação, entre outros. Conforme as observações dos primeiros voluntários, a vacina deve seguir para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a fabricação de doses em massa, a serem distribuídas para a população. A terceira voluntária do dia recebeu a vacina por volta das 17h30 e deve sair às 18h30.

No entanto, ainda é cedo para estabelecer um prazo até se chegar nesta fase – que seria a 4. A melhor das expectativas, segundo o pesquisador, é que haja celeridade na diferenciação entre os resultados de placebo e a vacina em si. Quanto maior a disparidade entre os reflexos da aplicação, mais certeza e clareza haverá para a concretização de uma fórmula imunizante.

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“Esperamos uma vacina efetiva. É uma expectativa e esperança de sucesso. Os voluntários são aqueles que vão contribuir para que tudo isso aconteça. Se disponibilizar a receber uma vacina ainda em fase de desenvolvimento se trata de uma disposição para pensar nas outras pessoas, não só neles. É uma atitude que deve ser gratificante; saber que no fim de tudo isso poderá falar: ‘Eu ajudei a contribuir para que o mundo saísse da crise da covid-19′”, destaca Fernando.

A tecnologia utilizada para o material aplicado nos voluntários do HUB consiste na maneira tradicional de formulação de vacinas, quando o vírus é instigado e as respectivas proteínas farão com que o organismo desenvolva os anticorpos necessários. Dessa forma, poderá proteger os pacientes.

Outro modelo aplicado em outras regiões do país – desenvolvido pelo laboratório farmacêutico AstraZaneca – possui a mesma finalidade, mas não o mesmo método tecnológico de fabricação da vacina. Nesta, aplicam-se as proteínas do vírus em outro considerado inofensivo e neutro ao ser humano. Daí, aplica-se da mesma forma.

“Para nós é uma satisfação muito grande poder participar de um estudo tão promissor, tendo em vista que todos estão esperando por uma solução rápida para que saiamos dessa crise. Poder participar e construir para o alcance da meta de uma vacina capaz de proteger a todos contra a contaminação pelo Sars-covid-2 é muito satisfatório”, destacou Fernando.

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