Pelo menos até esta sexta-feira (10), quando ocorrerá uma audiência entre a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), o sindicato da categoria e o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT 10), está mantida a greve dos servidores da empresa. Apesar do ato, o Metrô-DF tem funcionado parcialmente, com 20 dos 24 trens.
Nesta manhã, passageiros enfrentaram transtornos na ida para o trabalho. Com algumas catracas sem funcionar, estações registraram longas filas de passageiros. Com o fim do horário de pico, todas as estações foram fechadas às 10h, por falta de pessoal.
O serviço foi operado por servidores de cargo de chefia. Segundo o Metrô, a empresa solicitou ao sindicato uma lista de funcionários para trabalhar durante a greve, em cumprimento à decisão judicial. No entanto, até agora, não se manifestaram.
A previsão é que os trens tornem a rodar o horário de pico da volta para casa, das 16h30 às 20h30. Ainda de ontem, líderes sindicais se reuniram com o subsecretário de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, Márcio Gimene, para discutir a situação.
Por reajuste salarial, o SindMetrô-DF decidiu por greve geral para 100% da categoria. Na quarta (8), a Justiça do Trabalho determinou funcionamento com 90% de sua capacidade nos horários de pico (6h às 10h e de 16h30 às 20h30). Nos demais horários, 60% da frota e dos empregados em atividade. Em razão das provas do Enem, no domingo (12), foi determinado que o Metrô funcione com 100% de sua frota e empregados das 8h30 às 19h.
O Sindmetrô-DF alega que deseja que o GDF cumpra o acordo feito em 2015. Nele, havia o pedido de reajuste salarial de 8,4%, com retroativo, e a contratação de 631 metroviários que passaram no último concurso – 331 para entrada imediata e 300 para o cadastro de reserva. Como as demandas estavam vinculadas à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e os cofres do GDF tiveram uma melhora em outubro, o Sindmetrô cobra que o governo volte à mesa de negociação.