Logo depois de ter assassinado a companheira, Francisco Pereira dos Santos, de 27 anos, procurou a 24ª Delegacia de Polícia e se entregou. Ele matou Glória Maria Feitosa, de 23 anos, a facadas depois de ter deixado o filho de 7 anos do casal na escola. O crime foi na manhã desta quinta-feria (03), na QNO 18 da Expansão do Setor O, em Ceilândia. O assassinato foi motivado por ciúmes.
Francisco confessou o crime ao delegado-chefe Ricardo Viana. Segundo o marceneiro, a companheira teria dito que iria a um lugar, mas ele descobriu que a mulher não esteve no local informado, o que o levou a suspeitar que ela estaria com um amante. No depoimento, Ricardo confessou ter dado oito facadas em Glória Maria. O laudo da perícia, no entanto, apontam 20 perfurações no corpo da vítima.
Esta não é a primeira vez que Francisco cometeu um homicídio. Ele disse ao delegado que teria matado um homem em Caxias, a 362 km de São Luís, no Maranhão, pelo mesmo motivo: ciúmes. Mas, segundo o delegado, não havia nenhum mandado de prisão contra Francisco. Depois do crime, o casal veio para Brasília e já estava aqui há quatro anos.
Francisco foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com qualificação de feminicídio, e pode pegar de 12 a 30 anos, caso seja condenado. A audiência de custódia está prevista para este sábado. Muito carente, a família de Glória Maria corre para conseguir enterrar a jovem. Ainda não há previsão para o sepultamento.
No dia do crime, o filho do casal ficou na escola até o fim da tarde, para que fosse definido o local para onde ele seria encaminhado.Conselheiros tutelares foram até a rua onde o casal morava e conversou com vizinhos. De acordo com a conselheira Selma Aparecida Costa, apesar de os avós maternos morarem em ceilândia, a criança ficará por um tempo com uma das famílias da rua, até que os familiares possam assumir a responsabilidade.
Relembre o caso
Glória Maria dos Santos foi morta a facadas pelo companheiro durante uma discussão na manhã desta quinta-feira (3), na QNO 18, no Setor O, em Ceilândia. De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 7h. O casal estaria junto há nove anos, segundo conhecidos.
Em relatos, vizinhos afirmaram ter ouvido a vítima gritar o nome do agressor antes de falecer. Segundo familiares de Glória, o homem acordou, deixou o filho do casal de seis anos na escola e, quando voltou para casa, praticou o crime.