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Cidades

Manifestação: entregadores por aplicativo pedem melhores condições de trabalho

Algumas das demandas são o aumento do valor de pagamento das corridas, o aumento da taxa mínima por entrega e o fim dos bloqueios e desligamentos injustos

Aline Rocha

Publicado

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Nesta quarta-feira (1º), por volta de 11h30, motoboys e entregadores por aplicativo participaram de protesto em Brasília para garantir repasse maior pelos serviços prestados. O grupo estava concentrado em frente ao Congresso Nacional, na Alameda das Bandeiras. 

Eles também pedem que seja feito o reajuste da taxa cobrada pelos aplicativos e o “fim dos bloqueios sem justificativa por parte das empresas”. Até o momento não foi registrado nenhum incidente relacionado à manifestação.

Entre as principais demandas dos trabalhadores estão o aumento do valor de pagamento das corridas, o aumento da taxa mínima por entrega, o fim dos bloqueios e desligamentos injustos, o fim do sistema de pontuação que obriga o trabalho em finais de semana e feriados e a garantia de equipamentos de proteção individual.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) disse que, desde o início da pandemia, os comércio tomaram “diversas ações de apoio aos entregadores parceiros”.

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Além disso, afirmou que os trabalhadores cadastrados “estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas” e que as empresas estão “atentas às reivindicações dos entregadores parceiros”.

“É importante esclarecer que as empresas associadas à Amobitec não trabalham com esquema de pontuação para a distribuição de pedidos e deixam claro que a participação em atos como a manifestação desta quarta-feira (1/7) não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza.”

Veja vídeos:

Frente Parlamentar em Defesa dos trabalhadores de aplicativos

A líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Fernanda Melchionna, iniciou durante a manifestação, um processo de coleta de assinaturas para a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Trabalhadoras e Trabalhadores de Aplicativos.

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A iniciativa de criação da frente é uma demanda dos coletivos de entregadores e motoristas que realizam hoje uma paralisação nacional por melhores condições de trabalho e contra a precarização.

“As empresas de aplicativos de entrega são, na esmagadora maioria, transnacionais que não pagam direitos trabalhistas. Elas tentam dar uma roupagem moderna ao que fazem, mas na verdade reproduzem o que há de mais antigo nas relações de trabalho, que é a exploração e a precarização. Iniciamos esse movimento na Câmara para mobilizar deputadas e deputados a legislar sobre os direitos da categoria dos entregadores e motoristas, que cumprem um papel fundamental na pandemia, se deslocando pelas cidades para garantir entrega de comidas e deslocamento de pessoas e evitar aglomerações. É preciso garantir condições dignas de trabalho e direitos sociais para esses trabalhadores, que, muitas vezes, acabam sendo vítimas de acidentes de trabalho e da violência nas ruas ao arriscar suas vidas nas cidades”, explica.




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