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Mandante de crime bárbaro no DF é presa em Poços de Caldas-MG

Maria das Graças Figueiredo mandou matar o marido, Odovaldo Figueiredo, para pegar o seguro de vida e viver livre com o amante

Willian Matos

Publicado

em

Foto: arquivo pessoal
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Mandante de um crime bárbaro no Distrito Federal no ano de 2000, Maria das Graças Pereira Figueiredo foi presa na última terça-feira (8), em Poços de Caldas-MG, pela Divisão de Captura e Polícia Interestadual da Polícia Civil do DF. Maria das Graças estava foragida da Justiça desde 2006 e será trazida à capital.

Acompanhe a fala do Delegado Amarildo Fernandes, diretor Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DCPI):

A mulher, que atuava como agente administrativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) à época do crime, foi condenada por mandar matar o marido, o então diretor-administrativo do Sindicato dos Rodoviários do DF, Odovaldo Machado Figueiredo, conhecido como Jacaré. Nos anos 2000, Maria das Graças tinha 47 anos, e Odovaldo, 45. O casal vivia em Cidade Ocidental-GO.

Maria das Graças foi inicialmente condenada a 19 anos de prisão em regime fechado. Cumpriu dois deles e, depois, conseguiu converter a pena para prisão domiciliar. Em seguida, fugiu.

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Em contato com o Jornal de Brasília, o sobrinho de Odovaldo, Paulo César Feitoza, fala em sentimento de justiça, agora, com o caso resolvido. “Para nós, é um capítulo que se encerra. É um alívio. O que era possível para nós fazermos, nós fizemos”, comenta Paulo César.

“No sepultamento dele, minha irmã falou que nós iríamos buscar por justiça independentemente do que acontecesse. Eu estava calado, mas aderi naquele momento à promessa dela.”

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Paulo César fala também da gratidão que a família tem com a Polícia Civil do DF (PCDF) foi fundamental na resolução do caso. No início do ano, a família de Odovaldo recebeu uma informação de que Maria das Graças estaria ligada a um endereço na Candangolândia. A suspeita não se confirmou, mas os policiais vinham trabalhando na busca desde então.

Relembre o caso

Graça, como era conhecida, contratou dois homens, por R$ 700 cada, para matar o marido. O objetivo era receber o seguro de vida de Odovaldo, com quem estava casa há 16 anos, e ficar livre para viver com o amante, um motorista da Viação Anapolina.

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Os contratados, então, invadiram a casa de Jacaré enquanto ele dormia, no dia 28 de março de 2000, e desferiram mais de 20 golpes de canivete. Depois, colocaram dentro de um carro usado pelo próprio Sindicato dos Rodoviários e levaram para as margens de uma estrada de terra que liga a Cidade Ocidental à Fazenda Mesquita, no Entorno Sul do DF. Os suspeitos ainda deram um tiro na nuca e arrancaram os olhos da vítima.

O corpo foi encontrado na manhã do dia 29 de março de 2000. Graça foi presa à noite, no mesmo dia. A mulher inventou uma versão, afirmando que não havia ouvido barulho nenhum na noite anterior e que não desconfiava de nada. A Polícia Civil (PCDF), no entanto, logo desmentiu o depoimento.

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O caso chocou o DF à época. A família conta que Graça, no dia do crime, chegou a ir a um salão de beleza para falar com a imprensa, possivelmente mantendo a história criada para disfarçar o mando do crime. Familiares apontam ainda que a acusada chegou a se envolver em rituais de magia negra para tentar matar o marido, que pretendia se candidatar a deputado distrital em 2002.

Agora, Maria das Graças deve ser recambiada ao Distrito Federal e cumprir o restante da pena.

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