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Mãe de Lázaro Franco relata o drama do mês sem o paradeiro do filho

Um mês após seu desaparecimento, as buscas pelo servidor do Ministério da Agricultura e da Pesca permanecem sem respostas

Lucas Neiva

Publicado

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“Volte para casa, meu filho. Aqui está sua família, aqui estão seus pais. O que quer que tenha acontecido, estamos aqui para te apoiar. Não sinta vergonha, não sinta medo, não sinta receio diante das pessoas. (…) Nós temos momentos de tristeza, de dor, de insegurança, de incerteza. Pensamos que tudo acabou, meu filho, mas nada acabou. Mas onde há vida, há esperança para que a gente possa avançar todo dia na nossa jornada. Lázaro, volte para casa. Estamos aqui te esperando de braços abertos”, declara a professora Cynthia Franco, 50 anos, mãe do servidor público desaparecido Lázaro Franco.

O desaparecimento de Lázaro completou um mês, e ainda não se tem resposta sobre seu paradeiro. Seus amigos e familiares já o procuraram dentro e fora do DF, chegando a investigar supostos avistamentos em Santo Antônio do Descoberto (GO), Anápolis (GO), Abadiânia (GO) e Alexânia (GO). “O que estamos fazendo agora é utilizar o dinheiro que nos resta para divulgar o desaparecimento de Lázaro”, afirma seu amigo Christian Thomas Oncken, um dos líderes na busca.

Cynthia relata que a sensação de incerteza é o que torna mais difícil lidar com o desaparecimento do filho. “É uma coisa horrível. Seu filho sai de casa de manhã cedo e de repente você não sabe mais onde ele foi parar. Você não faz ideia do que fazer: se vai para um lado, se vai para o outro. É uma sensação muito esquisita, ainda mais porque eu nunca nem esperava isso. Lázaro nunca foi o tipo de pessoa que saía batendo perna por aí. (…) Tornam-se questões múltiplas. Você fica com dúvida, você fica com insegurança, você tem dúvidas demais quando alguém diz que viu algo. É uma sensação de dor, de incerteza de não saber se meu filho pode estar doente ou transtornado”.

O que sustenta a família durante a busca, segundo a mãe, são os amigos empenhados na busca por Lázaro. “Muitas pessoas conhecem meu filho e acabaram se oferecendo para ajudar. Esses amigos novos e de antigamente que nos sustentam. E além disso, sempre fui católica, e agora a gente se sente mais atraído a ficar em oração, porque eu quero meu filho”, afirma Cynthia.

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Cynthia ainda defende a criação de políticas públicas voltadas à busca de desaparecidos e amparo aos familiares, por falta de estrutura na Polícia Civil para lidar com esse tipo de caso. “A gente chega na delegacia e encontra uma lista de pessoas desaparecidas. Então a gente fala o que aconteceu, mas não foi um crime. Fica um buraco negro ali. A Polícia Civil é a instituição responsável por investigar, mas como não é crime, acaba que não vira prioridade”, relata.

Entenda o caso

Lázaro Franco, 29, servidor do Ministério da Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Mapa), desapareceu pela manhã no dia 30 de junho, próximo ao horário em que costumava sair para trabalhar. Quando saiu, estava sem carteira, celular, chave de casa ou qualquer documento, e vestia roupa preta.

Lázaro já havia sofrido com episódios de depressão e ansiedade, que voltaram a aparecer com a pandemia. Na única gravação até o momento em que ele foi registrado desde o desaparecimento, o servidor é visto andando desnorteado, levando os amigos e familiares a crer que o episódio teria acontecido durante uma crise depressiva.

Até o momento, a família e os amigos foram avisados sobre avistamentos em Santo Antônio do Descoberto (GO) e em Anápolis (GO). Em Anápolis, uma pessoa chegou a ter relatado uma conversa com ele, em que Lázaro afirmava desejar seguir para Abadiânia. Os amigos e familiares o procuraram nessas cidades, sem obter resultado. Informações sobre seu paradeiro podem ser entregues à Polícia Civil do estado de Goiás ou aos familiares, por meio dos números 3627-9406, 99219-6669 ou 99178-3416.

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