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Má qualidade de recapeamento na W3 é alvo de investigação

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Eric Zambon
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Em dois anos, um investimento de R$ 18 milhões foi para o buraco, literalmente. As falhas na pista da W3 Sul, reformada às vésperas da Copa do Mundo de 2014, são alvo de investigação da Novacap e do Ministério Público devido à rapidez com que surgiram. Entre as autoridades é consenso que houve problemas na execução da obra. A questão agora é elencar os defeitos técnicos e ouvir formalmente a empresa responsável.

“Se a gente refizer o serviço, apagaremos as provas de que houve defeitos. Não dá para consertar sem esperar o resultado das análises”, adianta o presidente da Novacap, Júlio Menegotto, que determinou a criação de comissão especial para apresentar um parecer em até 30 dias. A expectativa dele é que a responsável, a JM Terraplanagem e Construções, refaça a obra. Caso contrário, a Justiça será acionada.

Enquanto empresa e governo não se resolvem, quem circula pela W3 reclama. O representante comercial Luiz Henrique Santos, 56 anos, critica principalmente a faixa da direita, exclusiva para ônibus, mas utilizada na hora de fazer conversões: “Está horrível. Na verdade, o asfalto de Brasília como um todo não presta. Parece piada”.

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Conforme a Novacap, as obras estavam previstas em um contrato de cinco anos, firmado em 2009. A JM, uma das vencedoras da licitação, assinou um contrato que previa investimentos na ordem de R$ 14 milhões ao ano em pontos diversos da capital. Segundo informações na página da empresa, porém, somente o recapeamento das W3 Sul e Norte custou R$ 18 milhões, liberados pela Junta de Execução Orçamentária do governo Agnelo Queiroz (PT).

A JM não retornou às tentativas de contato da reportagem. A Novacap crê, no entanto, que os R$ 14 milhões anuais não eram fechados e, portanto, deveria ser possível fazer um transbordo de verbas de um ano para outro. Justamente por ter havido um investimento tão maciço que governo e MP ficaram desconfiados.

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Falha está “no projeto ou na execução”

“Falha houve, está muito claro. No projeto ou na execução”, sentencia o presidente da Novacap, Júlio Menegotto. “Pontuado isso, vamos notificar a empresa formalmente para elencar os elementos técnicos. Ela ainda não se manifestou oficialmente ao nosso contato”, informou, acrescentando, ainda, que as obras estão no período de garantia previsto em contrato.

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A reportagem do JBr. transitou pela W3 Sul e não precisou de minúcia para encontrar os defeitos. Em frente à parada de ônibus da 708, por exemplo, a “capa” da pista subiu a calçada e criou um vão justamente por onde os coletivos passam. Situação similar pode ser vista em frente ao ponto da 506, onde o buraco é ainda mais extenso.

“Não está bom, mas acho que não é só o asfalto”, opina o publicitário Edson Amaral, 37 anos. “A avenida como um todo precisa ser reformulada, talvez refeita. Não está nada legal circular por aqui”, critica.

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O Tribunal de Contas do DF mantém um trabalho de avaliação da qualidade do asfalto, mas informou só poder apresentar um relatório em 17 de agosto. A corte fez fiscalizações desde 2013 e colheu mais de 300 amostras por toda a cidade. A análise abrange a compatibilidade dos preços contratados com os de mercado, a conformidade entre os serviços medidos e os efetivamente executados.

A Novacap adiantou que vai firmar uma parceria com o TCDF e com a UnB para mais ações desse tipo. “A ideia é evitar que situações como essa da W3 se repitam”, conclui o presidente Júlio Menegotto.

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