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Luz no fim do túnel: reciclagem em destaque na capital federal

DF está em 5º entre capitais brasileiras que mais reciclam lâmpadas fluorescentes

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Ainda que a coleta seletiva de lixo precise de incrementos, o Distrito Federal pode se orgulhar de um fator: Brasília figura em 5º lugar no ranking das capitais brasileiras que mais reciclam lâmpadas fluorescentes domésticas. Na dianteira estão São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia.

Segundo a Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa (Reciclus), entidade que promove o Sistema de Logística Reversa entre os principais fabricantes e importadores do produto no país, desde 2017 foram recolhidos mais de 37 mil quilos de fluorescentes usadas na capital federal, o que equivale a pouco mais de 254 mil unidades.

Em todo o país, mais de 1,3 milhões de kg de lâmpadas pós-uso foram coletados. O número ainda pode melhorar, mas a certeza de que os itens tiveram o descarte correto é alentadora. O produto contém elementos químicos que são nocivos ao meio ambiente – e aos seres humanos, podendo causar diarreia, dor de estômago, sangramento, entre outros sintomas.

“As fluorescentes mais antigas contém mercúrio que, quando entra em contato com a água pode contaminá-la e torná-la imprópria. Então, precisamos evitar que se quebrem. Não dá para levar para um lixão, porque quanto mais lâmpadas quebradas, mais produto químico pode poluir o solo e as águas”, afirma o engenheiro eletricista Antônio Silveira Lopes, acrescentando que lâmpadas de vapor de mercúrio, sódio ou metálico e luz mista também precisam de descarte especial.

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Quem precisa se livrar de uma lâmpada usada deve embrulhá-la em jornal e leva-la até um ponto de descarte. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) instituiu a logística reversa para a coleta de produtos potencialmente tóxicos. Ou seja, produtos como lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias devem ser devolvidos ao fabricante ou vendedor para reaproveitamento ou outra destinação adequada.

“Muita gente tem preguiça”

“Na teoria, qualquer supermercado ou loja de material de construção deveria aceitar esses materiais. Na prática, sabemos que ainda há estabelecimentos que não estão articulados para o serviço. Por isso, os governos municipais, ou o distrital, como no caso de Brasília, orienta a entrega desses produtos em endereços alternativos”, diz Lopes.
Em Brasília, a Reciclus tem 46 pontos de coleta, que são estabelecimentos comerciais credenciados. Confira a lista no endereço: reciclus.org.br/lista-de-pontos-de-coleta). As Agências da CEB na 508 Sul e em Brazlândia também aceitam o material usado.

A mesma Política Nacional de Resíduos Sólidos que determinou que vendedores e fabricantes tem responsabilidade solidária na destinação segura das lâmpadas instituiu a logística reversa para pilhas e baterias de produtos eletrônicos.

Fontes de energia portátil, pilhas e baterias são muito práticas, mas fazem seu papel graças a substâncias como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel, que podem representar sérios riscos ao meio ambiente. As pilhas de lítio/dióxido de manganês ainda podem entrar em combustão se jogadas em locais úmidos. Laércio Migotto, gerente de uma loja de eletrônicos no Setor Comercial Sul, diz que é grande o volume de clientes que retorna as pilhas e baterias usadas na estação coletora instalada no local. Apesar disso, observa que o comportamento negligente do consumidor também é comum.

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“Muita gente não traz pilhas para descarte porque fica com preguiça. “Ah, é uma, duas, só”, e joga no lixo comum. Então a gente orienta que guardem as pilhas”, Laércio Migotto.




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