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Justiça no Acre ouve familiares de Rhuan

As oitivas foram solicitadas pela Justiça do DF e serão anexadas ao processo das duas, que irão a Júri Popular por homicídio qualificado

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Vanessa Lippelt e Olavo David Neto
redacao@grupojbr.com

A Justiça do Acre ouviu nesta segunda (14) ao menos dez pessoas em Rio Branco, capital acreana, no processo referente ao assassinato de Rhuan Maycon, 9, morto, degolado e esquartejado em maio deste ano, em Samambaia. Todos os depoentes possuem parentesco com Rosana Auri da Silva Candido, mãe do garoto, e sua companheira, Kacyla Pryscila Damasceno Santiago, autoras do crime.

As oitivas foram solicitadas pela Justiça do Distrito Federal e serão anexadas ao processo das duas, que irão a Júri Popular por homicídio qualificado, lesão corporal gravíssima, tortura, ocultação e destruição de cadáver, e fraude processual. Atualmente, Kacyla e Rosana estão detidas no Presídio Feminino do Distrito Federal, o Colmeia.

Imputáveis

O laudo de sanidade mental de Rosana Auri da Silva Cândido e Kacyla Priscyla Santiago Damaceno, solicitado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 16 de julho deste ano, ao qual o Jornal de Brasília teve acesso com exclusividade, atestou que as duas assassinas confessas do menino Rhuan foram consideradas imputáveis.

De acordo com os psiquiatras forenses, as duas mulheres gozam de saúde mental e, desta forma, irão a julgamento pelo crime cometido no dia 31 de maio, em Samambaia.

Segundo fontes, as duas assassinas, que encontram-se presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, foram submetidas a cerca de três horas de testes cada uma, realizados por dois psiquiatras forenses. A metodologia utilizada para a emissão do laudo não foi informada.

Rosana e Kacyla são mantidas isoladas na penitenciária. “Se saírem, são mortas“, conta a fonte cuja identidade será preservada. Perguntada se alguma das duas se arrependeu do assassinato do menino, a fonte é categórica: “Elas jamais demonstraram qualquer tipo de remorso”.


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