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Juíza que autorizou volta às aulas é investigada e MPT pede suspeição

Ela é filha de Jaime Martins Zveiter, que é ex-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF

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O Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) solicitou a suspeição da juíza Adriana Zveiter, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília Adriana Zveiter. Adriana foi quem autorizou a reabertura imediata das escolas particulares, no entanto foi constatado,  posteriormente a ligação da juíza com pessoas da área da educação, interessadas na reabertura dos colégios. A petição da suspensão é sigilosa e foi anexada nos autos do processo na última sexta-feira (7).

Adriana é sócia da empresa Laser Administradora de Imóveis, que faz aluguel de imóveis próprios e arrenda prédios, um deles, na 902 sul, para um colégio.

Ela também é filha de Jaime Martins Zveiter, que é ex-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe) e tem mandato vigente no Conselho de Administração da entidade sindical.

O Sinepe participa do processo judicial de autoria do MPT-DF que suspendeu as aulas nas escolas particulares por causa da pandemia do novo coronavírus.

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Adriana conduziu uma audiência de conciliação e autorizou, no dia 4 de agosto, para retomar as aulas após o juiz Gustavo Carvalho Chehab impedir o retorno das atividades na rede privada por 10 dias. A decisão de 1ª instância acabou derrubada, dois dias depois, por uma liminar do desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran.

A própria juíza é quem vai julgar se é suspeita e, caso se declare, o processo vai para outro magistrado.

Se Adriana negar, a alegação contra ela deve ser analisada em 2ª instância no próprio Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).

A Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho também investiga. O ministro Aloysio Corrêa da Veiga, corregedor-geral determinou a abertura de pedido de providências para analisar o assunto, na quinta-feira (6).

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