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Inteligência emocional pode ser ensinada em escolas da rede pública do DF

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Ana Karolline Rodrigues
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O projeto Cis Educar, que trabalha o desenvolvimento emocional de crianças, pode ser ensinado em escolas da rede pública do Distrito Federal. Nesta semana, o modelo foi apresentado aos secretários de Educação, Rafael Parente, e de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente, para estudo do governo. A proposta do coach Paulo Vieira, da organização Febracis, busca ensinar alguns pilares emocionais a crianças para que estas cresçam com referências positivas. Caso seja aprovado, o projeto deve atender cerca de seis mil estudantes.

No projeto piloto do GDF, dez escolas devem ser assistidas. O objetivo, de acordo com Aline Marra, Master Trainer da entidade, é trabalhar com crianças com até dez anos. “Nossa estrutura emocional é formada nos nossos primeiros dez anos de vida. Então trabalhamos com crianças até esta idade para estimulá-las a crescerem emocionalmente fortes”, afirmou.

De acordo com a coach, são quatro pilares trabalhados pelo Cis Educar: empatia, gratidão, auto-responsabilidade e elogio. “A criança que elogia, por exemplo, está sendo trabalhada para focar no positivo, no que é bom. É uma forma de evitar o bullying, porque quando ela faz esse exercício e é elogiada também, a gente estimula a não focar nos defeitos dos outros, e sim nas coisas boas”, destacou.

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Aline Marra é Master Trainer na empresa Febracis. Foto: Vitor Mendonça / Jornal de Brasília.

Aprendizado diferente

Aline explica que a implantação do Cis Educar Escola será feita a partir de treinamentos oferecidos para professores das instituições. “Nós vamos dar ferramentas aos professores para que eles entendam que eles são os condutores desse processo com o aluno”, disse. “Vamos fazer treinamentos para que eles saibam ensinar essas questões com uma linguagem mais lúdica. Com música, dinâmica em grupo, exercícios para estimular aprendizado, por exemplo”, explicou.

Para a profissional, existe uma necessidade de repassar estas ferramentas aos educadores para haver um maior preparo emocional. “Hoje, o que faz um ser humano forte é saber trabalhar essa inteligência. Mas as escolas trabalham o cognitivo e não o emocional. Muitos professores não olham individualmente para cada aluno, sabem ensinar, mas não têm ferramentas para lidar com um problema de determinada criança”, considerou.

Aline ainda frisa que o grupo de coach não realiza atendimento psicológico, apenas oferece um apoio com a inteligência emocional. “O coaching não trabalha emocional nem traumas. O coaching Integral Sistêmico trabalha ferramenta de coaching e inteligência emocional”, disse. “O psicólogo trabalha bastante o passado da pessoa. A gente não. Trabalhamos do presente para o futuro”, ressaltou.

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Família e escola

Conforme explicou a diretora do programa, Sara Braga, a ideia é aplicar o Cis Educar Escola nas instituições acadêmicas mais “vulneráveis” do DF. “O governo fez um mapeamento naquelas com índices maiores de violência, em bairros mais difíceis. O que deu a entender é que serão nessas escolas. Estamos formalizando nossa proposta em cima desses dados”, disse.

Segundo a diretora, a proposta é voltada tanto para a escola, quanto para a família. “A família poderá ficar ciente do programa através de nosso aplicativo, que vai acompanhar todo esse processo do professor com o aluno”, acrescentou.

Caso o projeto seja aprovado pelo GDF, o Distrito Federal será a primeira unidade da Federação a receber o modelo nas instituições acadêmicas de rede pública. Como o Cis Educar Escola foi apresentado ainda esta semana, a Secretaria de Fazenda ainda estuda qual seria o orçamento para implementá-la.

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Foto: Vitor Mendonça / Jornal de Brasília.





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