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Ibaneis diz que punirá médicos do HRSam caso crimes se confirmem

Oito médicos do Hospital Regional de Samambaia são investigados pela polícia suspeitos de negligência

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Publicado

em

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
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Ana Karolline Rodrigues
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comentou, nesta quarta-feira (17), o caso dos médicos do Hospital Regional de Samambaia que estão sendo investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por negligência, constrangimento e omissão de socorro a pacientes. Em pronunciamento, o chefe do executivo informou que punirá os profissionais da unidade de saúde caso os crimes sejam confirmados.

“Nós temos que cuidar bem da nossa população, principalmente a que vai na porta dos hospitais, porque é a que está mais necessitada e está buscando. Nós já determinamos que fosse feito um acompanhamento, vamos fornecer todos os dados para a polícia, para o Ministério Público, e se houver realmente as irregularidades, nós vamos punir esses profissionais”, disse.

Além dos oito médicos que são investigados no caso, o governador disse que buscará saber sobre um possível envolvimento do diretor do hospital, Luciano Moresco Agrizzi. “Vamos também chamar o diretor do hospita. Por enquanto ainda não vi nenhum envolvimento dele ainda nesse sentido, mas vamos saber, porque a obrigação de cuidar das coisas ali é exatamente de quem está na administração, na diretoria do hospital”, afirmou.

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Essa maneira de tratar as pessoas tem que mudar no Distrito Federal e no Brasil como um todo. A cultura do serviço público que não serve, que não vai ao balcão, que não busca as pessoas, nós temos que buscar mudar isso. O servidor público no Distrito Federal é bem remunerado. Eu reconheço que a grande maioria presta um serviço de excelência, mas nós temos que mudar a cultura de acolhimento das pessoas”, completou o chefe do executivo.

Ainda de acordo com Ibaneis o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, já está “tomando as providências” quanto ao caso. Ainda nesta quarta, ambos iriam se reunir para avaliar medidas a serem tomadas no momento. No entanto, de acordo com a assessoria do governador, a reunião não chegou a acontecer.

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Entenda o caso

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga oito médicos do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) que são suspeitos de cometer negligência, constrangimento e omissão de socorro a pacientes do local. De setembro de 2018 até o momento, são 11 casos apurados pela corporação, sendo oito ocorridos apenas neste ano. Com as ocorrências de anos anteriores, os investigadores já registraram mais de 20 denúncias envolvendo profissionais da unidade de saúde.

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De acordo com o delegado adjunto da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), Guilherme de Sousa Melo, casos envolvendo negligência por parte de profissionais do HRSam já são reportados à polícia desde 2014. “São oito médicos, sendo quatro suspeitos de condutas como constrangimentos, partos mal feitos, e até omissão de socorro”, disse.

Segundo o delegado, nessa terça-feira (16), mais uma paciente procurou a delegacia para registrar ocorrência. “Já temos mais de 20 denúncias ao longo dos anos […] A investigação começou em setembro, mas o objeto se amplia a medida que os fatos chegam para a gente”, afirmou.

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Violência

Conforme relatos de vítimas destas situações no hospital, casos incluem violência obstétrica e morte de recém-nascido. “Tem caso de um médico que foi atender uma paciente grávida e ‘subiu em cima dela’. Nisso, ele possivelmente quebrou clavícula do bebê”, contou o delegado.

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“Tem outro de um médico que tocou na mulher e, sem fazer nenhum exame, declarou que o bebê estava morto. Horas depois, o bebê nasceu vivo, mas demoraram tanto no atendimento que ele acabou morrendo logo depois do parto”, relatou.

“Outro caso foi de uma paciente que foi fazer uma curetagem após sofrer um aborto e após o procedimento ficou sentindo um cheiro ruim. Quando ela voltou ao hospital, descobriu que tinham esquecido uma gaze dentro dela”, completou.

De acordo com Guilherme, alguns médicos já foram intimados a depor. No momento, os investigadores buscam ainda identificar membros das equipes médicas e verificar o teor de laudos para apurar as denúncias. Também, segundo o delegado, os profissionais continuam atuando no hospital.

Secretaria apura

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Procurada, a Secretaria de Saúde do DF informou, por meio de nota, que a direção do HRSam recebeu as denúncias envolvendo servidores da unidade e que todas as providências estão sendo tomadas pela direção e pela Superintendência da Região de Saúde Sudoeste.

A pasta informou ainda que um processo sigiloso foi aberto e que a secretaria não irá se manifestar até a apuração de todos os fatos – sem confirmar se os médicos continuam trabalhando na unidade.




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