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Ibaneis ainda não definiu se disputará reeleição

Ao JBr, governador diz que só decidirá no final do ano que vem. Pessoalmente, ele afirma ser favorável a um único mandato com duração maior, de cinco anos

Catarina Lima

Publicado

em

Foto: Vitor Mendonça/ Jornal de Brasília
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“Reeleição, só no ano que vem”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, avaliou de forma positiva o desempenho do MDB nas eleições municipais, apesar de o partido ter perdido 261 prefeituras. Para ele, a agremiação continua com “musculatura e detentora do maior número de prefeituras no País (774).

O governador destacou que as eleições municipais colocaram o país novamente no centro, afastando-se de tendências mais radicais.

A dois anos das eleições para os governos estaduais, Ibaneis não definiu ainda se será candidato à reeleição. Segundo ele, só buscará o segundo mandato se tiver certeza de que conta com a aprovação popular.

O chefe do Executivo não quer repetir o que fizeram seus antecessores, Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), que tentaram a reeleição mesmo com baixos índices de aprovação e tiveram apenas 19% e 12% dos votos, respectivamente. Ibaneis disse ser contrário a reeleição. Ele defende mandatos de cinco anos, ao contrário dos atuais quatro.

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Na sua avaliação, como o seu partido, o MDB, sai das eleições municipais deste ano?

Mesmo com a redução no número de prefeituras que o partido comandava, eu vejo como positivo o desempenho do MDB devido ao cenário que nós tivemos em 2018.

Foi uma eleição num cenário bastante difícil para o MDB. Então, o partido mostra musculatura e continua sendo o maior do Brasil em número de prefeituras.

A tendência de trazer a política para o centro, a normalidade institucional que o partido está vivendo nestes últimos dois anos, principalmente após a eleição do presidente Baleia Rossi, coloca o MDB como decisivo no cenário nacional, inclusive nas eleições de 2022. Recebi o resultado desta eleição com naturalidade e estou confiante no crescimento do partido.

Ainda é cedo para falar, ou já dá para dizer que o MDB terá candidato próprio à Presidência da República em 2022?

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É cedo para falar em candidatura própria. O país está oscilando agora. Houve um movimento muito claro no sentido de se buscar candidaturas mais experientes. Esse nome que tenha capilaridade nacional e experiência administrativa ainda não apareceu. É preciso observar o ano de 2021, que será de muita mudança no cenário político, em especial no Congresso Nacional. É preciso que haja um nome de centro que agregue as forças de centro, que agora saíram bastante fortalecidas. Tivemos uma eleição com predominância dos partidos do centro, da serenidade, da normalidade. Se se avaliar, veremos que o MDB, o DEM, o PP e o PSDB fizeram mais de 60% da bancada de prefeitos e vereadores eleitos. O PSD também fez uma boa bancada. São partidos que estão voltados para a verdadeira política, nada daquela nova política que foi anunciada. Isso mostra uma tendência ao centro e a redução do espaço dos partidos de extrema direita.

Os extremos ficaram isolados?

O país viveu um movimento de esquerda muito forte durante os governos de Lula e de Dilma. Houve um momento muito breve na centralidade com o presidente Temer e foi para a extrema direita com um movimento de radicalização da política. Agora volta para o caminho da normalidade com a eleição de candidatos desses partidos de centro.

E que avaliação o senhor faz do MDB do DF?

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O MDB daqui está cada vez mais fortalecido. Nós conseguimos filiar bons quadros à nossa legenda. O Rafael Prudente (presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal) está fazendo um belo trabalho. Veja que a Câmara passa por um período de normalidade como não se tinha há muito tempo. Nas legislaturas anteriores, nós passamos por vários problemas, acusações, e essa legislatura do Rafael transcorre com muita calma. Isto mostra para as pessoas uma estabilidade política muito grande. Nós estamos muito bem posicionados. Eu, em que pese ter sido eleito na primeira eleição de que participei, já venho de uma postura mais de centro. Participei das eleições da Ordem (Ibaneis foi presidente da OAB-DF de 2013 a 2015), fui diretor do Conselho Federal da Ordem, isso dá experiência. Tenho buscado fazer uma administração com o pensamento de que não adianta trabalhar com essas ideologias muito à direita ou muito à esquerda. Esta postura se reflete no sentimento da população, que se sente protegida.

O grande marco da nossa gestão aqui, além das realizações, das obras e de tocar uma administração com uma determinada agilidade, é que temos mostrado à população firmeza no exercício do mandato.

Também ainda é cedo para dizer ou o senhor buscará a reeleição?

Só vou tratar de reeleição no final do ano que vem, início de 2022. Quero exatamente pegar essa avaliação da população. Eu não sou favorável à reeleição. Acho que o mandato deveria ser de cinco anos, sem direito à reeleição. Mas eu quero ver como eu pontuarei nas pesquisas de avaliação no início de 2022 para poder definir uma candidatura.

Eu não vou fazer como os meus antecessores, o Agnelo (Queiroz, do PT) e o (Rodrigo) Rollemberg (PSB), que se candidataram à reeleição com uma rejeição muito alta, com um pequeno nível de aprovação, forçando muito. Não tenho essa pretensão. Vou aguardar um pouco mais.




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