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Cidades

HRT dobra capacidade de atendimento a pacientes graves

Unidade credita melhoria no atendimento ao Lean nas Emergências, metodologia financiada pelo Ministério da Saúde

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Agência Brasília
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Willian Matos
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No primeiro semestre deste ano, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) atendeu 2.282 pessoas a mais do que no mesmo período de 2018. O número remete uma dobra na capacidade de atendimento a pacientes graves levados à unidade pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A metodologia Lean nas Emergências tem influência no resultado positivo. Ela alterou processos de trabalho e, segundo o próprio hospital, tem refletido em toda a unidade.

São 15.492 pacientes internados de janeiro a junho de 2019, ante 13.210 do primeiro semestre do ano passado.

O HRT foi é dos 20 hospitais do país que participam do Lean nas Cidades. O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde por meio do Proadi-SUS. O Hospital Sírio-Libanês é quem o conduz.

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Quantitativo

Os números apontam um aumento na quantidade de pacientes que chegam nas ambulâncias do Samu e do Corpo de Bombeiros: de uma média de 17 doentes graves por dia, em 2018, o montante chegou a 40 nos primeiros seis meses de 2019. O hospital também registrou um aumento significativo nas cirurgias, que passaram de 257, em outubro do ano passado, quando começou o projeto, para 459 procedimentos, somente no centro cirúrgico, no último mês de junho.

 “Os resultados que o hospital está alcançando com o projeto são de extrema relevância e afetam a toda a população da Região de Saúde Sudoeste”, destaca Lucilene Florêncio. “Isso se estende até a algumas cidades do entorno que buscam atendimento no HRT, o que corresponde a cerca de 1,5 milhão de habitantes. Então, viabilizar que mais pessoas possam ser atendidas no mesmo espaço de tempo e mesmo espaço físico pode significar mais vidas salvas. E é para isso que trabalhamos.”

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Atendimento

 A paciente Gleidys Corrêa Marques, 83 anos, chegou à emergência em estado considerado grave pela classificação de risco, recebendo pulseira vermelha. Sua filha Meire conta que o atendimento foi rápido: “Não demorou nada e logo ela já estava internada, porque teve convulsão e caiu. O atendimento está muito bom, e os profissionais daqui são muito atenciosos”.

O pouco tempo de espera por acolhimento também mereceu elogios de Daniela Cristina Marques. Ela está com o filho de dois anos e dez meses internado. “O atendimento está sendo ótimo. Chegamos aqui e fomos recebidos em menos de uma hora, o que me surpreendeu”, relatou.

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Já Kely Fernandes teve sua bebê, Lorena, encaminhada pela Unidade Básica de Saúde (UBS) para o hospital. A criança foi conduzida ao HRT de ambulância devido a uma crise de bronquiolite. “Chegamos aqui e o atendimento foi rápido e muito bom. Já é a segunda vez que ela é internada aqui. Eu gosto muito deste hospital”, afirma a mãe.

Reconhecimento

Os servidores do HRT endossam a impressão dos pacientes. “Há alguns meses, tenho observado que o volume de pacientes no espaço do pronto-socorro diminuiu, facilitando nosso trabalho”, relata a técnica de enfermagem Monique Machado Maciel. “Tudo está muito mais organizado”.

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Para o técnico de enfermagem Luís Ricardo Mota do Nascimento, que trabalha há cinco anos no pronto-socorro do HRT, a mudança também está sendo significativa. “O projeto está envolvendo inclusive outros andares [enfermarias]”, diz. “Temos um fluxo melhor de pacientes, o que ajuda a esvaziar as enfermarias e a receber os novos”.

O médico emergencista Isaac Ferraz, por sua vez, destaca as qualidades da metodologia selecionada para implementar as mudanças necessárias: “O projeto é muito bom. É uma metodologia há muito estudada e, quando implementada em sua totalidade, funciona muito bem”.

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Redirecionamento

Para que mais pacientes pudessem ser atendidos, a estratégia adotada pelo hospital foi o redirecionamento dos atendimentos que, na classificação de risco, não foram identificados como urgência ou emergência. Dessa forma, pacientes da pediatria com classificação de risco amarelo, verde ou azul passaram a ser encaminhados a consultas no ambulatório do HRT ou na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

As consultas de retorno dos pacientes da ortopedia também passaram a ser agendadas no ambulatório do hospital, dando mais agilidade ao acolhimento e desafogando a demanda da emergência. A medida resultou no aumento significativo no número de consultas ambulatoriais.  Em junho de 2018, foram realizadas 8.227 consultas – número que, no mesmo mês deste ano, saltou para 9.600.

Redução de permanência

Uma das estratégias para implementar o projeto foi envolver todas as áreas do hospital, não apenas o pronto-socorro. A maneira de aproximar os setores com a troca de informações foi estabelecer uma reunião diária, durante a qual é feito um check list da situação de cada área, levando os servidores a interagir, conhecer e participar das decisões.

A superintendente Lucilene Florêncio ressalta que um dos avanços foi a diminuição do tempo de permanência dos pacientes no hospital. Segundo a gestora, o tempo médio de demora na unidade hospitalar, em janeiro de 2019, era de 11 dias. Em junho, caiu para sete dias.

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“Isso significa que conseguimos tratar, de forma mais eficiente, um número maior de pacientes, maximizando a desospitalização”, comemora. “Houve aumento no número de pacientes atendidos, com maior segurança, agilidade e rápida resolutividade, com o mesmo número de profissionais envolvidos. Com as mudanças, o HRT avança na implantação das melhorias necessárias para atender à crescente demanda”.

Encaminhamento

Está sendo implantado no hospital o sistema conhecido por Encaminhamento Responsável. Com essa medida, ao receber alta da internação, o paciente saberá onde deve fazer o retorno para concluir seu tratamento de saúde, podendo ser no ambulatório do próprio HRT ou na sua UBS de referência, com o médico da família.

O HRT dispõe de 464 leitos e 32 especialidades ambulatoriais,que funcionam das 7h às 12h e das 13h às 19h. A área total do hospital corresponde a 33 mil metros quadrados, sendo que o pronto-socorro possui 1.407 metros quadrados, comportando 68 leitos adultos, mais um de isolamento e outros 20 leitos de pediatria. Com informações da Agência Brasília




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