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Homens que são presos após invadirem contas de servidores do GDF

Eles se passavam por atendentes de um banco e induziam as vítimas a enviar o QR Code das contas a eles. JBr realizou denúncia semelhante na última terça (15)

Willian Matos

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Willian Matos
redacao@grupojbr.com

Dois homens suspeitos de praticar golpe bancário foram presos na manhã desta quarta-feira (16) pela Polícia Civil do DF (PCDF). Eles teriam se passado por funcionários do Banco de Brasília (BRB) e ligado para servidores públicos do DF a fim de ter acesso às contas deles.

Pedro Roth Silva Barros e Thiago Henrique Silva ligavam para os servidores afirmando que precisavam realizar atualização no cadastro das vítimas e cadastrar o computador delas. Por meio da ligação, os suspeitos guiavam as vítimas até que elas enviassem o QR Code das contas. Com este código, é possível fazer quase todas as transações pela conta do cliente.

Segundo a PCDF, os suspeitos também transferiam os valores para contas digitais. Estima-se que os dois obtiveram cerca de R$ 27 mil com o golpe.

De acordo com as investigações, Pedro e Thiago fazem parte de um grupo criminoso interestadual. Recentemente, o Jornal de Brasília denunciou um golpe a pessoas jurídicas com contas no banco Santander. O delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Giancarlos Zuliani Júnior, explica que a quadrilha atua contra pessoas vinculadas a vários bancos, e não um em específico. 

“É uma organização criminosa interestadual que ataca, geralmente, pessoas jurídicas, porque elas têm capacidade de realizar transações com valor maior. Não só de Brasília, mas de todo o Brasil. Já realizamos várias prisões este ano com relação a isso”, conta.

QR Code

A tecnologia avança de forma a tentar dificultar a ação de criminosos e dar mais praticidade e segurança ao cliente. O QR Code (Quick Response Code) é uma imagem holográfica com um código a ser capturado pela câmera de um smartphone. Foi criado há cerca de 16 anos, mas ganhou notoriedade no Brasil há menos tempo. 

Os bancos vêm aderindo ao QR Code para tornar cada vez mais segura a relação entre cliente e sistema. Por isso, é altamente pessoal e intransferível. Quando uma pessoa má intencionada tem acesso a este código, um novo golpe pode ser consumado.

“Hoje em dia não basta você ter só a senha, existem outras verificações que o banco faz. Então, os bandidos já estão evoluindo para obter informações sem páginas falsas. Se uma vítima passa um QR Code e o criminoso tem acesso àquilo, ele vai ter autorização para fazer transferências bancárias e a vítima vai ter problemas”, explica o delegado.

A DRCC explica que atendentes de banco nunca pedem dados pessoais e intransferíveis como senhas, QR Code e códigos de cartão por telefone ou internet. “A recomendação é jamais passar dados por telefone. Se você precisar, vá ao banco pessoalmente para cadastramento do que for necessário. Essa questão do banco te ligar para pedir dados é desaconselhado pela Polícia Civil. Tenha o telefone do seu gerente, certifique-se que está falando com ele, ou vá ao banco”, finaliza Zuliani.


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