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Hmib reabre leitos de observação no pronto-socorro

O espaço é voltado, principalmente, para pacientes que estão no início da gestação e, geralmente, ficam menos de um dia em observação

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Foto: Breno Esaki/Agência Saúde
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Seis leitos de observação no pronto-socorro do Centro Obstétrico do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), bloqueados há seis anos por falta de recursos humanos, voltaram a ser utilizados pela população. A expectativa é de que, mensalmente, cerca de 180 gestantes que buscam atendimentos ginecológicos e obstétricos sejam recebidas.

O espaço é voltado, principalmente, para pacientes que estão no início da gestação e, geralmente, ficam menos de um dia em observação, não precisando de internação. Com a reabertura desses leitos, essas gestantes têm um local próprio para serem medicadas, hidratadas e terem seu quadro clínico acompanhado.

Dessa forma, elas não ocupam as vagas na emergência das pacientes mais graves, que estão em trabalho de parto ou pré-parto, por exemplo. “As pacientes que precisavam de uma observação por um período curto acabavam ocupando as vagas que eram para as gestantes terem seus bebês, ou o local onde ficavam internadas. Com a reabertura desses leitos no pronto-socorro, se evita internações hospitalares precoces, a lotação diminui e o fluxo dos atendimentos melhora”, afirmou a diretora do Hmib, Marina da Silveira.

A gestora percebeu, ao assumir a direção do hospital, a importância de reabrir esses leitos para reorganizar a emergência da ginecologia e da obstetrícia, que estavam com os fluxos misturados devido a demanda crescente. “Um dos primeiros passos foi a reabertura desses leitos. Claro que isso foi possível com o apoio da Secretaria de Saúde, que ampliou a carga horária da equipe e lotou novos servidores”, destacou a diretora.

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Conforto e segurança

Para a Referência Técnica Assistencial (RTA) de Ginecologia e Obstetrícia do Hmib, Andréia Araújo, o objetivo principal da reabertura é garantir mais conforto e segurança as pacientes. Ao mesmo tempo, a iniciativa deixa os leitos de internação sendo ocupados apenas pelas gestantes que mais necessitam.

“Em decorrência da pandemia da Covid-19, recebemos atendimentos do Hran e aumentamos em 30% a nossa demanda geral. Os leitos de observação tornaram os serviços mais ágeis e os pacientes menos graves ficam em seu devido lugar, sem ocupar leitos de gestantes em pré-parto”, ressaltou Andréia Araújo.

O Hmib faz, em média, cerca de 300 partos por mês, índice que aumentou depois que começou a receber a demanda do Hran. Os atendimentos mensais de ginecologia e obstetrícia no hospital giram em torno de aproximadamente 2 mil pessoas, entre mulheres grávidas e não grávidas.

Todos os hospitais da Rede Pública de Saúde receberam obras e melhorias estruturais em 2020. O Hmib passou por pintura em toda a área externa, readequações e manutenções nas redes elétrica, hidráulica e das janelas do espaço onde funcionava o complexo regulador, gestão de leitos e Núcleo de Internação e Alta (NIA).

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“Houve ainda reparos no sistema de ar-condicionado que melhorou o clima interno, além da reestruturação das salas e reformas estruturais no CO para fazer um jardim deambulação e acalmar o coração das pessoas. Queremos melhorar a ambientação tanto para os pacientes como para os servidores”, comentou a RTA de Ginecologia e Obstetrícia do Hmib.

Com informações da Agência Brasília




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