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Há 15 anos Samu salva vidas no DF

O levantamento feito contempla os chamados entre janeiro e a madrugada desta segunda-feira e registra, em sua maioria, atendimentos relacionados à covid-19 a partir de abril

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Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Nesta segunda-feira (24) o Serviço de Atendimento Médico de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) comemora 15 anos de existência no DF (24) e, durante este período, se consolidou como um serviço essencial. Apenas em 2020 foram 504.800 atendimentos entre transportes inter-hospitalares, acolhimentos por telefone, envio de viaturas aos pacientes e trotes.

O levantamento feito contempla os chamados entre janeiro e a madrugada desta segunda-feira e registra, em sua maioria, atendimentos relacionados à covid-19 a partir de abril, um mês após declarada a pandemia mundial. “Esses mais de meio milhão de atendimentos representam milhares de vidas salvas. O Samu-DF foi colocado a toda a prova neste ano devido a pandemia, com 24 horas contínuas de demandas. Mas conseguiu manter o nível de resposta à população”, afirma o diretor do Samu-DF, Alexandre Garcia.

Para os pacientes diagnosticados com a doença, o serviço fornece o transporte de um hospital ao outro quando necessário. Conforme os dados, o Samu-DF transportou até agosto 3.513 pacientes críticos, medida tomada nos casos mais graves, como levar acometidos pela Covid-19 às Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), por exemplo.

“Com a pandemia, o número de transportes inter-hospitalares praticamente dobrou. Em média, levávamos por dia entre 12 a 13 pacientes graves para a UTI, mas nos últimos meses chegaram a 20, até 30”, Alexandre Garcia.

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Além disso, a população acometida pelo coronavírus também tem à disposição o Telecovid, criado por uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública que ajudou a reduzir o impacto nas ligações no telefone 192 do Samu-DF, atendendo pelos números 190, 193 e 199.

Dos atendimentos realizados, 57.138 foram atrelados, onde o médico atende por telefone e envia uma viatura ao paciente ou dá orientações. “Levando em conta que os casos de AVC, infarto e bronquite asmática não pararam nesses meses, os atendimentos atrelados também tiveram um aumento com os quadros relacionados ao coronavírus”, explicou o diretor.

Queda

Porém, outro fator que chamou a atenção durante a pandemia foi que a quantidade de ligações recebidas pelo serviço teve uma queda significativa de cerca de 75 mil por mês para em torno de 60 mil, principalmente até junho.

De acordo com o diretor do Samu-DF, muito disso se deve aos decretos do Governo do Distrito Federal (GDF) para que fosse mantido o distanciamento social e fechados bares e escolas na ocasião. “As pessoas haviam parado de sair de casa, então os incidentes com álcool, acidentes de motos e carros, brigas de bares motivados pelo consumo de álcool, tudo isso diminuiu”, pontuou.

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Trotes

O número de trotes também reduziu durante a pandemia e o isolamento social. Conforme os dados do Samu-DF, entre abril e maio do ano passado eles representaram em torno de 7% das ligações recebidas. Neste ano, ficaram em cerca de 2,5%. Taxa que se manteve até meados de agosto. Desde o início do ano até agora, o serviço recebeu 14.348 trotes.

Para o diretor, além dos pais estarem mais vigilantes, e dos profissionais do Samu-DF serem preparados para identificar os trotes, também contribuiu para a redução o trabalho extensivo do projeto Samuzinho. A iniciativa se tornou uma referência em educação às crianças sobre a importância do uso correto do telefone 192. “Mesmo na pandemia, ele não parou, com materiais educativos sendo divulgados nas redes sociais, onde as crianças têm acesso”, destacou.

Com informações da Agência Brasília




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