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Fila na reabertura da Feira dos Importados

Cerca de 100 pessoas aguardavam a abertura dos portões — sendo um para funcionários, outro para clientes. Veja como foi o reinício das atividades no local

Vítor Mendonça

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Após 90 dias fechada, a Feira dos Importados de Brasília (FIB), voltou às atividades na manhã desta quarta-feira (17). O local destinou apenas uma entrada para clientes e outra para funcionários. A medida foi tomada a fim de conter o fluxo e o controle de quem entra no comércio.

Na entrada principal, pelo portão 1, uma fila de cerca de 100 pessoas se formou logo no início da retomada de atividades, às 9h. Entre cada um, no chão, há uma delimitação de 1,5 metro para garantir o distanciamento. No entanto, com o passar do tempo, essa demarcação foi sendo desrespeitada.

Além disso, apesar do movimento mais tímido no início desta manhã (17), a fila para entrada na Feira dos Importados ao meio-dia chegou a dobrar a esquina dos dois lados do bloco comercial. 

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

A aferição de temperatura corporal é obrigatória, e uma cúpula inflável à base de ozônio é usada para a higienização de quem adentra no comércio. Aqueles que entram na feira devem permanecer na câmara por 10 segundos de braços abertos para a desinfecção. São duas pessoas por vez. Ao sair, dois funcionários borrifam álcool líquido nas mãos dos visitantes. Ao longo da feira, pontos para o uso de álcool em gel estão disponíveis.

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Câmara de desinfecção da covid-19. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Dentro da feira, outras faixas foram pintadas no chão para estabelecer limite mínimo de espaço entre os clientes das lojas. Nos estabelecimentos de serviço alimentício, as cadeiras foram empilhadas a fim de evitar o consumo no local, sendo possível, no entanto, a opção de “take away”, em que os consumidores levam consigo sua compra.

De acordo com o vice-presidente da FIB, Edilson Neves, apenas 60% das lojas está prevista para a abertura nestes primeiros dias. A orientação dada aos comerciantes é que realizem o teste do novo coronavírus antes de voltarem com os respectivos negócios, apesar de não haver obrigatoriedade por Decreto a respeito, emitido no último domingo (14).

“Até sexta-feira (19), iremos implementar um sistema de testes para os colaboradores aqui na Feira com o GDF para que todos tenham segurança, não só pensando no retorno comercial mas também na saúde dos clientes”, afirmou Edilson. “Tomamos todas os protocolos de segurança que foram pedidos pelas autoridades e a Secretaria de Saúde. Realizamos um treinamento com todos os colaboradores para poder orientar os clientes na hora do atendimento”, complementou.

Mesmo com a reabertura da feira, algumas lojas se mantiveram fechadas. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Ainda segundo o vice-presidente, a grande aglomeração se dá pela única entrada de acesso ao centro comercial. Na fila, a reportagem contou mais de 200 pessoas esperando pela entrada.

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Além dos consumidores, outras pessoas também circulam no comércio periférico à feira. No entanto, não há fiscalização sendo feita nas extremidades da fila pelos funcionários da feira para orientar quanto ao distanciamento entre os indivíduos – apenas no centro, próximo à entrada. Questionado pela reportagem, Edilson afirmou que uma equipe será deslocada para a tarefa.

Em um dia como quarta-feira, a feira costuma receber cerca de 4 mil pessoas. Hoje, no entanto, o vice-presidente estima que o público não passe dos mil clientes.

Três meses difíceis

A loja de assistência técnica e acessórios para celular, Comput Cell, foi um dos estabelecimentos que manteve as portas fechadas nestes quase três meses de suspensão de atividades na Feira dos Importados de Brasília. De acordo com Johnny Freitas, 29 anos, foram cerca de R$ 40 mil perdidos no período. Ele afirma que a reabertura significa também uma retomada econômica na vida pessoal de cada funcionário.

“As vendas pela internet não têm a mesma rentabilidade do que o serviço pessoal. Assim [pessoalmente] conseguimos mais clientes e atendemos de uma melhor forma, já que trabalhamos com assistência. Para nós a reabertura é muito importante para conseguirmos nosso sustento”, disse o vendedor.

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Durante os próximos dias, Johnny acredita que o fluxo de clientes seja de 60% a 70% do total anterior antes do fechamento. “Por conta do isolamento social, muita gente não quer sair de casa para vir comprar, mesmo precisando. Por mais que não haja a segurança de um atendimento pessoal, a internet pode ajudar”, continuou. “Somente no ano que vem teremos a certeza de uma retomada mais intensa.”

A fim de manter os produtos higienizados para a segurança dos clientes Johnny garantiu que todos os produtos passaram por uma limpeza antes da reabertura nesta quarta-feira (17). “A todo momento estamos passando pano no balcão e álcool em gel na mão. Se o cliente pega em algum produto, novamente fazemos a higienização do objeto”, disse.




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